POLÍTICA


PT adota estratégia após Alcolumbre adiar a votação da 6×1 para depois das eleições

Petista se reaproximou recentemente do presidente do Senado na tentativa de destravar pautas do governo antes da eleição

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

 

Mesmo depois de Davi Alcolumbre avisar que a PEC do fim da escala 6×1 só deverá ser votada no plenário do Senado depois das eleições, o PT não deve aumentar a pressão sobre o Congresso. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo a publicação, a estratégia é manter o discurso de que o governo quer votar a proposta o quanto antes, mas evitar transformar o adiamento em um novo embate com o presidente do Senado.

Desde o ano passado, a comunicação petista vinha explorando a ideia de que o “Congresso é inimigo do povo”. Agora, o alvo passou a ser o bolsonarismo. A ordem é continuar batendo no PL de Flávio Bolsonaro, que, segundo o governo, atua contra o fim da 6×1, apresentou a chamada PEC da 7×0 e vem usando a obstrução para dificultar o avanço da proposta.

Lula se reaproximou recentemente do presidente do Senado na tentativa de destravar pautas do governo antes da eleição. A avaliação é que, depois de reconstruir pontes, não faria sentido comprar uma nova briga por causa de uma votação que ainda depende de acordo entre os parlamentares.

Assim, mesmo que a PEC não seja votada antes das eleições — e até enfrente dificuldades para avançar depois de definidos os novos senadores —, o governo prefere preservar a relação com Alcolumbre e manter a narrativa de que a resistência está entre o bolsonarismo — onde, de fato, está parte importante da resistência à proposta.