POLÍTICA


Mansur critica suposta proteção de André Mendonça e PGR a ACM Neto: ‘É um desserviço à nação’

Candidato ao Governo da Bahia afirmou que eventual interferência política no Judiciário representa um risco para a democracia

Foto: Matheus Morais/ In Off Cast

 

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) reagiu à notícia sobre um suposto favorecimento do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da Procuradoria-Geral da República a ACM Neto (UB) e ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, no âmbito das investigações envolvendo o caso Master.

Segundo documentos divulgados pelo jornal O Globo, a operação não chegou a ser deflagrada e estaria “pendente” de uma decisão de Mendonça. Conforme a avaliação de investigadores da Polícia Federal, o ministro estaria utilizando critérios políticos na definição dos alvos de suas decisões.

No caso de ACM Neto, o relatório indica que a falta de envolvimento do político nas investigações do caso Master poderia influenciar o cenário eleitoral da Bahia.

Para Mansur, é vergonhoso que setores do Judiciário estejam atuando para proteger politicamente agentes públicos. “É um desserviço à nação e que a gente deve repudiar. A Justiça é o último refúgio que nós temos na República quando tudo dá errado. Agora, quando a Justiça também dá errado, a República cai. Nós continuamos confiando nos agentes jurídicos, homens e mulheres, que honram as suas togas e os juramentos que fizeram. A Justiça deve ser democrática e não seletiva”, afirmou Mansur.

“Ter um candidato que é apontado como beneficiário de um seletivismo jurídico é muito ruim. Imagina essas figuras à frente de um estado do tamanho da Bahia? Iríamos voltar à época do Toinho Malvadeza numa versão 2.0”, complementou o candidato da Federação PSOL/REDE.