POLÍTICA


Presidente focará discurso em multilateralismo e paz internacional durante Assembleia da ONU

Viagem a Nova York terá agenda curta, sem reunião bilateral prevista com Donald Trump

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursará na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em New York, na próxima terça-feira (22). Ele apresentará a defesa do multilateralismo e da não interferência em assuntos de outros países.

A indicação foi confirmada pelo embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Itamaraty. Segundo Cozendey, a meta principal da diplomacia brasileira envolve a defesa de negociações de paz e do direito internacional humanitário.

“A nossa expectativa é que ele contenha, em função do momento que vivemos, uma defesa forte do multilateralismo, como linha básica da política externa brasileira”, afirmou o embaixador. O diplomata ressaltou que o texto final pode sofrer alterações do presidente até o momento da apresentação.

A viagem de Lula terá duração curta. A chegada ocorre no domingo (20) à noite, com reuniões bilaterais na segunda-feira e o discurso na terça-feira (22), às 9h, além de encontro com o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres.

Não há previsão de reunião bilateral com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, segundo Cozendey.

O Itamaraty informou que a lista de pedidos de audiências é extensa, mas sem confirmação prévia de nomes. Também não existe definição sobre reunião ministerial para debater as tarifas entre Brasil e EUA.

A reforma do Conselho de Segurança da ONUpermanece na pauta do governo brasileiro. O embaixador lembrou as críticas de Lula á paralisação do órgão por causa do poder de veto dos cincos membros permanentes.

Cozendey esclareceu que o debate continua em grupo de trabalho específico, sem perspectiva de decisão imediata durante o evento. “A questão da reforma da ONU é uma questão muito chave. A questão do Conselho de Segurança é uma questão chave, que tem sido recorrente na atuação brasileira”, declarou o embaixador.