POLÍTICA


Moro defende convocação de Rui Costa à CPI e associa início do caso Master ao Credcesta

Senador do União Brasil diz que apresentará requerimento para que ministro preste esclarecimentos sobre sua relação com o banco de Vorcaro

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O senador Sério Moro (União Brasil-PR) afirmou nesta quarta-feira (18) que vai apresentar um requerimento para que o ministro Rui Costa (Casa Civil) seja convocado a depor na CPI do Crime organizado sobre suas relação com o Banco Master à época em que era governador da Bahia.

Sem provas, Moro disse que o escândalo do Master teve origem quando um decreto assinado pelo petista alterou as regras do uso do Credcesta —crédito consignado ofertado a aposentados e pensionistas do INSS por meio do banco de Daniel Vorcaro.

O mesmo dispositivo — ainda em vigor — proíbe a portabilidade do crédito para obtenção de taxas mais baixas em outras instituições, reforçou a exclusividade do Master e foi publicado no momento em que servidores superendividados começaram a questionar os contratos na Justiça.

“Aqueles que deveriam ser investigados pela sua conexão com o Banco Master, que começou esse escândalo lá no Credcesta, na Bahia, com o então governador Rui Costa e hoje ministro da Casa Civil, não estão sendo convocados. Eu vou apresentar esse requerimento”, declarou Moro durante sessão que retirou de pauta o pedido de convocação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag Investimentos.

O Credcesta foi criado em 2018 pelo empresário baiano Augusto Lima, que se tornou sócio de Daniel Vorcaro. Em novembro de 2025, Lima foi preso pela Polícia Federal por suspeita de fraudes financeiras e falsificação de títulos de crédito. Alvo da Operação Compliance Zero, ele foi detido em sua casa em Salvador com R$ 1,6 milhão.

Após 11 dias, Lima foi solto por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).