POLÍTICA


‘Minha relação era exclusivamente para o filme’, reafirma Flávio Bolsonaro sobre Vorcaro

Senador negou qualquer vínculo político ou troca de favores com o banqueiro do Banco Master

Foto: Reprodução/YouTube

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a se defender, nesta quinta-feira (14), das denúncias envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar afirmou que o contato com o empresário tinha como único objetivo o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também negou qualquer relação ligada a interesses políticos ou favorecimentos.

A declaração ocorre após o vazamento de um áudio em que Flávio aparece cobrando pagamentos atrasados relacionados ao audiovisual. Segundo revelado pelo Intercept Brasil, Vorcaro teria se comprometido a investir cerca de US$ 24 milhões no longa sobre Bolsonaro.

Ao comentar o caso, o senador afirmou que procurou o banqueiro “de boa fé” e destacou que, à época, Vorcaro mantinha relação com diversos setores empresariais do país, inclusive com o apresentador da Globo, Luciano Huck.

“Na época, em dezembro de 2024, ele era um banqueiro que frequentava as altas rodas do Supremo, participava de um monte de festas com grandes empresários, financiava diversos eventos. Inclusive, o Daniel Vorcaro, o banco dele [Banco Master], botou R$ 160 milhões na Globo, programa do Luciano Huck, entre 2025 e 2026. É dinheiro sujo? Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, acho que vocês agiram de boa fé, como eu também fui buscar de boa fé”, declarou.

Flávio Bolsonaro também negou ter qualquer tipo de influência ou vantagem a oferecer ao banqueiro em troca do investimento no filme. “Eu como senador da República, na oposição do governo, não era mais o presidente Bolsonaro, eu não tinha absolutamente nada a oferecer em troca para ele, como tem a oferecer os integrantes do governo Lula”, afirmou.

Segundo o senador, a relação com Vorcaro era “completamente contratual” e envolvia apenas a expectativa de retorno financeiro sobre a produção cinematográfica.

“Então, foi uma relação completamente contratual, ele bota o dinheiro com a expectativa de receber um percentual em cima do lucro desse filme que vai dar, vai ser um filme com uma grande bilheteria, um filme que tá maravilhoso. Não queiram me misturar porque é por isso que eu tô pedindo a todo momento essa CPI do Banco Master, mais do que nunca ela é necessária, que é pra separar bandido de inocente. Eu não vou aceitar me vincularem a esses contatos espúrios que o governo do PT tem com o Vorcaro”, disse.

Durante a entrevista, Flávio também explicou por que, anteriormente, negou conhecer o banqueiro. Segundo ele, existia uma cláusula de confidencialidade relacionada ao projeto do filme.

“Eu não me reuni no escurinho do cinema com ele não. Quando eu nego que conheci e que eu tinha contato com ele, é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato. A minha relação com ele era exclusivamente para o filme, se eu falo assim, não, eu conheço o Vorcaro. A pergunta é a seguinte: qual ia ser? Qual a sua relação com ele? Eu ia ter que falar do filme”, afirmou.

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