POLÍTICA


Mendonça libera parte de investigações do caso Master, mas mantém sigilo sobre ‘Dark Horse’ e Wagner

Ex-lider do governo Lula no Senado é investigado suspeito de receber vantagens indevidas de gestores do banco; ela nega irregularidades e diz que provará sua inocência

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

 

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte, mas manteve sob sigilo as apurações relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, e a investigação que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

A decisão atende a um pedido feito pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e torna públicos documentos de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao caso. Nem todo o material, porém, foi liberado.

Relatórios da Polícia Federal apontaram relações entre o ex-líder do governo Jaques Wagner e Augusto Lima, com quem o petista trocou 74 ligações entre novembro de 2023 e maio de 2025, somando cinco horas e 30 minutos de conversa.

A PF diz haver indícios de que Wagner recebeu vantagens econômicas de gestores do Master em possível contrapartida à atuação parlamentar em temas de interesse da instituição. O senador nega irregularidades e disse que provará sua inocência.

Nas investigações, a PF observou que o senador e o banqueiro tinham “nítida preferência” por conversas telefônicas, em vez de mensagens. A investigação aponta ainda que eles chegavam a se falar várias vezes no mesmo dia. Os diálogos ocorreram entre novembro de 2023 e maio de 2025.