POLÍTICA


Lula deve se reunir com Macron e 1ª ministra do Japão durante cúpula do G7

Cúpula do G7 acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho

Foto: Wallison Breno/PR

 

O presidente Lula deverá ter pelo menos duas reuniões bilaterais durante a cúpula do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo. O evento acontecerá na próxima semana em Évian-les-Bains, na França. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto ouvidas pela coluna, estão previstos encontros do mandatário brasileiro com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com a atual primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

Sanae Takaichi está como primeira-ministra do Japão desde outubro de 2025. Ela é a primeira mulher a liderar o Partido Liberal Democrata (PLD) e a virar chefe de governo no país asiático.

A cúpula do G7 acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho. Lula deve chegar à Europa somente na segunda-feira (15). O petista pousará em Genebra, na Suíça, de onde seguirá para Évian-les-Bains.

O mandatário brasileiro ficará hospedado na própria cidade francesa, segundo auxiliares. Os eventos da cúpula do G7 acontecerão nos hoteis Royal Palace e Ermitage Evian, ambos cinco estrelas.

 

Discurso sobre tarifaço

Segundo a publicação, em seus discursos durante a cúpula, Lula pretende abordar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Na avaliação de integrantes do Planalto, os próprios franceses abriram brecha para a discussão do tema.

Segundo assessores de Lula para a área internacional, a ideia é incluir o assunto no debate sobre “desequilíbrios macroeconômicos globais”, tema sugerido pela França para discussão pelos países convidados.

Bilateral com Trump

O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estará presente na cúpula do G7. Membros do Planalto, porém, adotam cautela sobre uma possível reunião de Lula com o americano.

Na avaliação dos assessores presidenciais, seria necessário algum fato novo para justificar a nova conversa, e não apenas repetir a reunião de 7 de maio, quando o petista foi recebido na Casa Branca.

O governo brasileiro mantém uma frente de negociações para evitar a aplicação de tarifas sobre parte das exportações brasileiras para o país norte-americano, que podem chegar a 37,5%.