POLÍTICA


Lula defende sistema eleitoral brasileiro durante coletiva após Cúpula do G7

Presidente destacou segurança das urnas eletrônicas, citou rapidez na apuração e comparou modelo brasileiro ao sistema dos EUA

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

Durante entrevista coletiva após a Cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o sistema eleitoral brasileiro e a segurança das urnas eletrônicas em uma conversa com líderes internacionais.

Segundo o presidente, o modelo adotado no Brasil garante agilidade na apuração dos votos e poderia servir de referência para outros países. Ele afirmou que o resultado das eleições é conhecido poucas horas após o encerramento da votação.

“A eleição no Brasil é muito rápida. A eleição termina às 17h e, às 19h, já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não aposta no sistema eletrônico como orientação aos outros países”, disse.

A conversa ocorreu em um momento informal durante o encontro com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

Em seguida, durante a coletiva, Lula também fez referência ao sistema eleitoral dos Estados Unidos e afirmou que pretende demonstrar o funcionamento das urnas eletrônicas ao presidente norte-americano Donald Trump.

“Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil a ter eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Na próxima vez, vou levar uma urna eletrônica para mostrar para ele como funciona”, afirmou.

O presidente também citou sua trajetória eleitoral para defender a confiabilidade do sistema brasileiro, lembrando disputas ao longo de diferentes eleições.

“Eu fui o segundo em 1989, 1994 e 1998. Depois fui o primeiro em 2002 e 2006, e o PT foi o primeiro em 2010, 2014, o segundo em 2018 e o primeiro em 2022”, disse.

O tema ocorre em meio às discussões sobre o sistema eletrônico de votação no país, que completa três décadas de uso no Brasil e segue sendo alvo de debates institucionais e políticos.