POLÍTICA


Lula defende investigação sobre Lulinha e diz que filho terá de provar inocência

Presidente também disse que, caso sejam comprovadas irregularidades, filho poderá ser julgado e punido

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade das investigações que envolvem seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista à Record TV, gravada neste domingo (23), no Palácio da Alvorada, o petista afirmou que qualquer pessoa suspeita de cometer irregularidades deve ser investigada, inclusive seu próprio filho.

“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”, declarou Lula.

Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. Ele nega qualquer participação em atos ilícitos. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, afirmou o presidente.

As investigações foram autorizadas pelo STF no fim de julho. O ministro André Mendonça é relator de duas delas, enquanto Flávio Dino conduz a terceira. Lulinha passou a ser investigado após a Polícia Federal identificar sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nesta semana, mensagens extraídas do celular de Roberta e relatórios da PF apontaram uma possível interlocução com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. A Polícia Federal apura se os três mantiveram relações com o objetivo de influenciar decisões do governo. Roberta e Marcola negam irregularidades.