POLÍTICA


Jerônimo critica ausência de hospitais municipais em Feira de Santana e Vitória da Conquista

O governador baiano também apontou deficiência no atendimento por demanda espontânea nas unidades de Salvador

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, nesta terça-feira (28), que grandes municípios baianos, como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, enfrentam deficiências na rede municipal de saúde, citando a ausência de hospitais municipais nas duas últimas cidades e o funcionamento de hospitais da capital sem atendimento por demanda espontânea.

Em entrevista à Baiana FM, o petista disse que está à disposição das prefeituras para firmar parcerias voltadas à construção de hospitais municipais, unidades básicas de saúde, policlínicas e ampliação dos serviços.

“Saúde não tem partido. Eu desci do palanque. Tenho oferecido parceria aos prefeitos para construirmos hospitais municipais, unidades básicas, policlínicas e ampliar os serviços. O negócio é que primeiro tem que fazer o dever de casa para depois criticar. Vitória da Conquista não tem hospital municipal. Feira de Santana não tem hospital municipal. São grandes cidades governadas pelo União Brasil que ainda não oferecem a estrutura necessária para a população”, afirmou.

Jerônimo também respondeu às críticas da oposição sobre a regulação de pacientes no estado. “Eles usam termos pejorativos, desrespeitando os profissionais da saúde e deixando de fazer o seu papel. Eu não vou usar o sofrimento das pessoas para fazer política. Vou continuar prestando contas ao povo da Bahia e investindo na saúde ao lado do presidente Lula e dos prefeitos”, declarou.

Ao comentar a situação de Salvador, o governador afirmou que o Hospital Municipal de Salvador, em Boca da Mata, o Hospital Municipal do Homem, no Monte Serrat, e a Maternidade e Hospital da Criança, na Federação, funcionam com acesso regulado, sem atendimento por demanda espontânea.

O petista também destacou ações do governo estadual na área da saúde, afirmando que, em três anos e meio de gestão, foram entregues 15 hospitais estaduais e que há obras em andamento em municípios como Serrinha, Paulo Afonso, Valença, Itapetinga e Gandu, além da implantação de novas policlínicas em parceria com o governo federal.

Segundo Jerônimo, a ampliação da rede estadual deve ser acompanhada por investimentos das prefeituras na atenção básica.

“Não adianta apenas fazer hospitais se não houver atenção básica funcionando. É como uma criança que não teve uma boa alfabetização: ela vai carregando essa defasagem ao longo da vida. Na saúde, acontece a mesma coisa. Quando a atenção básica falha, um problema simples acaba se transformando em um caso de alta complexidade”, concluiu.