POLÍTICA


Jaques Wagner nega vínculo de baianos com caso do Banco Master e critica ‘narrativa eleitoral’

Senador afirma que venda da Cesta do Povo ocorreu antes da criação das instituições citadas e diz que investigações da Polícia Federal não mencionam o estado

Foto: Assessoria

 

O senador Jaques Wagner rebateu nesta quinta-feira (26) as tentativas de associar o governo da Bahia ao episódio envolvendo o Banco Master e classificou como “narrativa eleitoral” a vinculação do estado ao caso. Segundo ele, não há qualquer menção à Bahia nos relatórios da Polícia Federal sobre o tema.

Wagner argumentou que a CPI é um “palco político”, enquanto a Polícia Federal seria o espaço “isento” para investigações. “Vocês já ouviram algum relatório da Polícia Federal invocando a Bahia ou a venda da chamada Cesta do Povo? Eu desconheço, até porque não há vinculação”, declarou em um vídeo publicado no Instagram.

O senador relembrou que, ao assumir o governo estadual, herdou uma rede estatal de supermercados que, segundo ele, gerava prejuízos anuais entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões. A gestão optou pela venda da Cesta do Povo a um fundo de investimento espanhol apresentado pelo empresário Augusto Lima. Com a privatização, o governo manteve apenas o benefício do cartão utilizado por servidores públicos para compras nas lojas da rede, encerrando ali a participação do Estado.

Wagner destacou que, à época da venda, não existiam nem o Banco Master nem o Banco Máxima. De acordo com ele, a associação entre o cartão e o banco ocorreu apenas em outubro de 2019, mais de um ano após a conclusão da negociação conduzida pelo governo baiano. O processo, segundo afirmou, foi formalizado pelo Banco Central e publicado no Diário Oficial.

O senador também ressaltou que o cartão atualmente opera em 24 estados, governados por diferentes partidos, além de diversas prefeituras. “Isso aí, eu não tenho nada a ver com isso, muito menos o governador à época que era Rui Costa”, afirmou.

Ao comentar as investigações sobre o rombo do Banco Master, Wagner questionou qual seria a relação com a Bahia. “Eu prefiro perguntar a Polícia Federal se nas investigações sobre o rombo do Banco Master que vendeu como se diz na gíria, pastel de vento, o que que tem a ver com a Bahia? Não tem nada a ver. É uma tentativa de criar uma narrativa, estamos no ano eleitoral”, concluiu.

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