POLÍTICA


Jaques Wagner minimiza fala de Rui Costa sobre João Roma ‘não ter espírito baiano’: ‘Calor da disputa eleitoral’

Senador atribuiu declarações do ex-ministro ao clima do 2 de Julho e afirmou que o pré-candidato do PL tem direito de disputar as eleições, enquanto Roma classificou a fala de Rui como "completamente preconceituosa"

Fotos: Vitor Pereira/MundoBA e Max Haack/Assessoria/PL Bahia

 

O senador Jaques Wagner (PT) minimizou as falas do ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que afirmou durante os cortejo do 2 de Julho, em Salvador, que o pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), “não incorporou o que é ser baiano”.

Questionado pelo MundoBA durante o evento, Rui disse que Roma “não fez nada pela Bahia” e que ele não teria “na alma” a compreensão do que seria o Dois de Julho.

As falas do ex-ministro da Casa Civil ocorreram após Roma afirmar que Lula não viria para o desfile do 2 de Julho por “vergonha de encarar as ruas”.

Durante um evento do governo do Estado nesta sexta-feira (3), Wagner minimizou as falas do seu companheiro petista e disse se tratar do “calor da disputa eleitoral”

“É o calor do Dois de Julho, da disputa eleitoral, tá todo mundo tá de cabeça quente. Vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma tá aqui, mas a medida que o cara tá legalizado corretamente ele pode ser candidato”, disse Wagner ao ser questionado por jornalistas.

Ainda durante o Dois de Julho, Roma classificou como “completamente preconceituosa” a declaração de Rui.

“Eu queria que ele detalhasse o que é esse espírito, e se isso vem marcado na certidão. Nós vivemos na Bahia, temos não só a vivência, mas uma família constituída. Nós estamos completamente sintonizados com os valores que movem nosso estado, que, inclusive, passam pela conquista da Independência do Brasil”, afirmou Roma.

“Ele, que se utiliza tanto de uma origem humilde, e tem cada vez mais se colocado como alguém ‘sabor pobre’, porque fala uma coisa e faz outra, deveria, sobretudo, respeitar a origem das pessoas. A dedicação, o profissionalismo e o que cada um faz de bem para o povo baiano”, declarou.