POLÍTICA


Flávio discursará nos EUA em evento de aliados de Trump com ator de ‘Dark Horse’

Jim Caviezel foi escalado para interpretar jair Bolsonaro no longa que entrou na mira da PF após mensagens entre senador e Daniel Vorcaro sobre financiamento da produção

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursará nesta quinta-feira (5) em um jantar ao lado de aliado de Donald Trump e do ator Jim Caviezel, escalado para interpretar Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’, alvo de investigação da Polícia Federal. As informações são do jornal O Globo.

Segundo a programação, a cerimônia do CPAC, conferência conservadora, será no clube Mar-a-Lago, propriedade do presidente americano, na Flórida.

O senador tem buscado contatos com lideranças conservadoras americanas, com o auxílio do irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, que vive no país há mais de um ano e mantém relações com integrantes do movimento trumpista.

Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo, foi escolhido para viver o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse. O filme passou a ser citado nas investigações sobre o Banco Master após a Polícia Federal identificar mensagens em que Flávio tratava com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre financiamento para o longa. Em um dos diálogos, o senador cobrou pagamentos relacionados ao ator e ao diretor Cyrus Nowrasteh. Flávio confirmou ter buscado financiamento para o projeto, mas negou irregularidades.

Apesar de o evento ocorrer em Mar-a-Lago, não há confirmação de que Trump participará da cerimônia. O presidente americano afirmou recentemente que não tinha planos de receber o senador, embora tenha declarado que ele poderia permanecer nos Estados Unidos pelo tempo que desejasse.

Flávio deixou o Brasil no fim de outubro, após se recusar a reconhecer a vitória de Lula e descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes. Desde então, permanece na Flórida, acompanhado da família.

Após chegar aos EUA, o senador divulgou uma carta com teor golpista em que questionou, sem provas, a legitimidade do resultado eleitoral e afirmou que pretende liderar a oposição mesmo fora do país. A manifestação provocou desconforto entre dirigentes do PL e aliados que defendem a manutenção de uma atuação institucional no Congresso.