POLÍTICA


Flávio defende privatização dos Correios

Pré-candidato à Presidência da República afirmou que ineficiência da estatal é 'unanimidade' e cobrou avanço na agenda de desestatização do país

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

 

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu a privatização dos Correios nesta terça- feira (2). Durante entrevista concedida à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG), o parlamentar criticou duramente a gestão da empresa pública e cobrou a venda de outras companhias controladas pelo governo federal.

O parlamentar sinalizou que a venda da empresa de serviços postais deve ser o ponto de partida de um plano mais amplo de desestatizações. ‘Os Correios têm que ser privatizados, para começar. É uma unanimidade sua ineficiência e a falta de capacidade de investimento e temos que partir para a privatização de outras empresas também que continuam ineficientes’, declarou o senador.

O pré-candidato argumentou que a manutenção da estatal sob o controle da União tem gerado impactos negativos nos cofres públicos. Segundo Flávio, os Correios têm apresentado prejuízos sucessivos, e a tendência é que o rombo financeiro aumente de forma contínua com o passar do tempo.

Além da agenda de privatizações, o parlamentar conversou diretamente com o presidente Donald Trump na Casa Branca para tentar conter as barreiras comerciais que ameaçam o mercado nacional. Bolsonaro afirmou que pediu expressamente para governo estadunidense não taxar empresas brasileiras.

“Em 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo, e não é justo taxar as nossas empresas. Temos de valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol”, afirmou.

A preocupação com as tarifas norte-americanas ganhou força depois da divulgação de um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. O documento apresenta duras críticas ao Banco Central do Brasil e questiona o Pix, classificando as regras brasileiras como “práticas desleais”.

Os técnicos norte-americanos vão submeter a proposta de sobretaxa de 25% a uma série de audiências públicas. A primeira sessão oficial ocorrerá em 6 de julho. A palavra final sobre a imposição das novas tarifas caberá exclusivamente a Donald Trump.