POLÍTICA


Ex-vereador do União Brasil-SP é alvo de ação que mira elo entre PCC e empresas de ônibus

Ação também mira advogados, um ex-servidor público e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL)

Foto: Almir Martins/União Brasil

 

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) é um dos alvos de uma operação contra a infiltração do PCC em empresas de ônibus e no poder público na manhã desta quarta-feira (17). As informações são do jornal UOL.

Segundo a Polícia Civil, a maioria dos alvos da Operação Vectura Corrupta exerce função de liderança dentro da facção. São cumpridos 13 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na ação deflagrada pela corporação e pelo Ministério Público de São Paulo, após decisão do desembargador Sergio Ribas, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), na capital, em Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Ao UOL, o ex-vereador disse que está no interior de São Paulo em compromissos pessoais e campanha dos filhos, que são deputados e tentam se reeleger, e que vai se entregar em até 24 horas.

Leite nega “veementemente” as suspeitas que embasaram o mandado de prisão. “Não sou dono de empresa de ônibus e só assumi uma interlocução na SPTrans a pedido do Bruno Covas (ex-prefeito morto em 2021), por causa da greve de 2019. Não tem nada de ilegal. Vou me apresentar ainda hoje porque não devo nada”, disse o político.

Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi de Oliveira e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) estão entre os alvos de mandos de prisão temporária (prazo de 30 dias). Outros supostos intermediários de interesses do PCC e advogados também estão na lista das pessoas com prisão decretada. Até o momento, nove suspeitos foram presos.

Apontado como o verdadeiro dono da Transwolff, acusada de lavar dinheiro para a facção, Leite não foi encontrado até o momento pela polícia. Caso não se apresente às autoridades em breve, o político será considerado foragido, apurou a reportagem.

Dois advogados também foram alvos da ação: Milton Mello Milreu e Cícero José dos Santos Filho. Santos Filho usava o seu escritório como sede para reuniões de membros do PCC, segundo a investigação. Milreu, por sua vez, seria responsável pela captação de empresas para a organização criminosa.

As defesas dele não se pronunciaram.