POLÍTICA


Ex-deputado Uldurico Júnior é transferido para cela comum em presídio de Salvador

Político deixou o COP e passou a ocupar ala padrão no Complexo Lemos Brito neste sábado (18)

Foto: Lia de Paula/MinC

 

O ex-deputado federal Uldurico Júnior, preso por ligação com o tráfico de drogas, foi transferido, neste sábado (18), do Centro de Observações Penais (COP) para uma cela comum no Complexo Lemos Brito, localizado no bairro da Mata Escura, em Salvador.

Inicialmente, o político estava custodiado no COP, unidade destinada a presos provisórios que necessitam de avaliação ou cuidados específicos. Com a mudança, ele passa a ocupar uma ala padrão dentro do mesmo complexo prisional.

Uldurico Júnior foi preso preventivamente na última quinta-feira (16), após ser localizado em um hotel em Praia do Forte, durante a Operação Duas Rosas. De acordo com as investigações, ele é suspeito de negociar o recebimento de R$ 2 milhões com uma organização criminosa para facilitar a fuga de 16 internos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.

Entre os foragidos está Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dada”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e ligação com o Comando Vermelho. Segundo o Ministério Público da Bahia, mesmo fora do estado, ele seguiria comandando ações criminosas na região de Eunápolis.

As apurações indicam que a fuga teria sido resultado de uma articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da facção e o ex-parlamentar, com uso de influência política e institucional.

Em nota, a defesa afirmou que, apesar de receber com “serenidade e respeito” as decisões judiciais, causa estranheza o fato de que “passados quase dois anos, somente agora tenham sido determinadas medidas dessa natureza, o que evidencia possível afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade”.

Os advogados também declararam que a prisão do ex-deputado “não pode ser conduzida de forma açodada, tampouco excessivamente tardia, sob pena de comprometer o próprio sistema de justiça do Estado”.