POLÍTICA


Geddel nega propina, chama ex-deputado de ‘drogado’ e reage a citação em delação 

Ex-ministro afirma que nunca teve ligação com caso de fuga em presídio baiano e critica duramente Uldurico Jr. 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, se pronunciou na manhã deste sábado (18) após ser mencionado na delação premiada de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. Ela está presa sob acusação de ter facilitado a fuga de 16 detentos da unidade, em dezembro de 2024. 

Em entrevista ao ‘BNews’, Geddel disse ter recebido com “indignação” a informação de que teria cobrado R$ 1 milhão do ex-deputado federal Uldurico Jr. em relação ao caso. 

Segundo o ex-ministro, a relação com Uldurico sempre foi estritamente política. Ele ressaltou que o ex-parlamentar já ocupou cargo na Câmara dos Deputados, disputou eleições municipais e se preparava para uma nova candidatura. 

Geddel também criticou o ex-deputado ao comentar declarações em que teria sido chamado de “chefe”. Para ele, o termo é apenas uma expressão comum na Bahia e não indica qualquer vínculo hierárquico ou envolvimento. 

Durante a entrevista, o ex-ministro fez ataques diretos ao ex-deputado, afirmando que ele estaria envolvido com drogas e mencionando relatos sobre dependência química. 

Além disso, Geddel afirmou nunca ter tido contato com Joneuma Silva Neres e negou qualquer participação ou influência na gestão do sistema prisional. Ele classificou como irresponsável o uso de seu nome para tentar encobrir práticas ilícitas. 

Diante da repercussão, o ex-ministro declarou esperar que as autoridades investiguem o caso com rigor e responsabilizem os envolvidos. Ele também reforçou que rejeita as acusações e que não teme esclarecê-las na Justiça. 

A reportagem também buscou posicionamento do secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP-BA), José Carlos Souto de Castro Filho, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.