POLÍTICA


‘Errou, paga’, dirá Lula sobre ação da PF contra Jaques Wagner, segundo coluna

Presidente já tinha a expectativa de que investigações sobre o senador poderiam ser aprofundadas

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente Lula (PT)  já teria discutido internamente como reagiria caso as investigações sobre o escândalo do Banco Master alcançassem integrantes de seu núcleo político. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a orientação seria a de que a Polícia Federal deve atuar com independência e que eventuais responsáveis sejam punidos.

Nesta quinta-feira (18), a nova fase da Operação Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão que atingem o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, e o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.

A PF apura a suspeita de que Augusto Lima tenha repassado ao senador um imóvel avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, conforme a coluna de Fábio Serapião, do portal UOL.

De acordo com aliados e ministros, Lula passou a adotar nos bastidores o discurso de que, em seu governo, a PF trabalha livremente e que quem for investigado deve se explicar e responder por seus atos. A posição foi resumida pela frase “Errou, paga”, de acordo com a colunista da Folha.

A mesma linha já havia sido utilizada pelo presidente acerca do envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, com pessoas investigadas no escândalo do INSS. Em entrevista ao UOL, Lula afirmou que ele teria de “pagar o preço” caso tivesse alguma responsabilidade.

Segundo a coluna, Lula também conversou com Jaques Wagner. O senador teria afirmado ao presidente que não possui envolvimento direto com as fraudes financeiras apuradas pela Polícia Federal.