POLÍTICA


Diego Castro registra BO após confusão na UFBA: ‘Ninguém vai apanhar calado’

Deputado diz ter sido agredido por estudantes e acusa grupo de ameaças e ofensas; alunos também relatam agressões durante episódio na Facom

Foto: Assessoria/Diego Castro

 

O deputado estadual e candidato à reeleição, Diego Castro (PL), registrou um Boletim de Ocorrência após se envolver em uma confusão com estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom – Ufba) nesta quinta-feira (20).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que foi agredido pelos estudantes.

“Estão disseminando mentiras, dizendo que eu agredi, colocando vídeos fora de contexto, mostrando o momento em que a nossa equipe reagiu à agressão. Ninguém vai apanhar calado. Nós também não somos otários, certo? Se houve uma agressão, vai ter uma reação. Claro, a gente precisa defender a nossa integridade física. E, mais do que isso, eles nos chamaram de fascistas, nos ameaçaram, ameaçaram a nossa equipe e chamaram a nossa equipe de ‘capitão do mato’, já que também há pessoas negras na minha equipe”, disse.

De acordo com Diego, ele teria ido ao local após receber denúncias de alguns estudantes de que o campus da Facom estava sendo usado para distribuir material de campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Em nota, Diego Castro diz ter ido ao local para questionar o uso da universidade para divulgação de material político-eleitoral. Segundo ele, instituições federais de ensino não devem ser utilizadas para favorecer candidatos ou grupos partidários. A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Ufba e aguarda um posicionamento.

Alunos do campus, por sua vez, afirmam ter sido alvo de agressões físicas e verbais por parte de Castro. “O deputado estava acompanhado de social media, para fazer uma gravação no banheiro de mulheres. O banheiro que tem a sigla embaixo cis, trans. Ele estava com um bolo de adesivos da campanha do governador Jerônimo”, afirma Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom, que disse ter sido chamado de “vagabundo militante” por Castro.

 

 

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