POLÍTICA


Carlos Viana diz que não agirá politicamente após quebra de sigilo de Lulinha

Presidente da CPMI do INSS afirma que investigação seguirá critérios técnicos e comemora avanço contra governo

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (26) que conduzirá os trabalhos da comissão de forma independente e sem motivação política. A declaração ocorre após a aprovação do requerimento de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Só vou colocar em pauta nomes que estejam ligados diretamente à investigação, não vou agir politicamente contra ninguém”, disse o senador.

A decisão foi tomada em meio a tumulto na comissão, que levou à interrupção da sessão e à suspensão temporária da transmissão pela TV Senado. A base governista tentou aprovar a votação em bloco dos requerimentos, o que permitiria analisar todos os nomes de uma só vez, mas a proposta não avançou.

Segundo investigações mencionadas no âmbito da CPMI, há acusações de que Lulinha teria atuado ao lado do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, para facilitar negociações no Ministério da Saúde. As suspeitas são apuradas pela comissão.

Viana também classificou a aprovação do requerimento como uma “virada de jogo” diante da estratégia do governo. “Hoje nós conseguimos aprovar que a investigação avance. Foi uma vitória dos aposentados, dos pensionistas”, afirmou.

Parlamentares governistas defendem que a comissão amplie o escopo das investigações e inclua outros nomes, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o empresário Fabiano Zettel. Eles argumentam que a CPMI estaria concentrando as apurações em figuras próximas ao atual governo, deixando de fora aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.