POLÍTICA


Alba encaminha caso de Binho Galinha ao Conselho de Ética após condenação

Deputado, condenado a 36 anos e 9 meses de prisão em primeira instância, poderá ter o mandato analisado pela comissão e, posteriormente, pelo plenário da Assembleia Legislativa

Foto: Sandra Travassos/Alba

 

Após o deputado estadual Binho Galinha (Avante) ser condenado a 36 anos e 9 meses de prisão, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) informou que a presidente da Casa, deputada Ivana Bastos (PSB), encaminhou o caso ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável por conduzir a apuração no âmbito legislativo e emitir parecer, conforme prevê o Regimento Interno.

Em nota, a Alba também informou que já havia um processo em tramitação contra Binho Galinha no Conselho de Ética para apuração dos fatos na esfera parlamentar.

A decisão da prisão do deputado, referida em primeira instância, será analisada pelo Conselho de Ética da Casa e, posteriormente, do Plenário da Alba, onde os deputados poderão votar para a cassação do mandato de Binho Galinha.

“A Presidência da Alba reafirma seu compromisso com o estrito cumprimento da Constituição, do Regimento Interno e da autonomia dos órgãos da Casa, ressaltando que sua atuação se limita às competências institucionais que lhe são atribuídas, sem qualquer interferência no mérito das deliberações”, diz trecho da Alba.

Condenado a 36 anos e 9 meses, Binho Galinha é acusado pelos crimes relacionados à posse irregular de armas de fogo e à manutenção de armamentos adulterados. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) pela Vara Criminal de Feira de Santana.

Além do deputado, outras quatro pessoas também foram condenadas. A esposa de Binho Galinha, Mayana Cerqueira da Silva, recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial aberto, por manter e transportar irregularmente uma pistola calibre 9mm de uso restrito.