POLÍTICA


ACM Neto diz que quem apostar na derrota da oposição no pleito de 2028 ‘vai cair do cavalo’

Candidato derrotado ao governo da Bahia afirmou que não vai baixar a cabeça para o PT a acusa Jerônimo e aliados de disseminar ódio político

Foto: Fundação Índigo

 

O candidato derrotado ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou na manhã desta sexta-feira (6) que “vai cair do cavalo” quem apostar na derrota da oposição na sucessão municipal ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) em 2028. Ele disse que Jerônimo e seus aliados têm alimentado o que chama de “ódio político”, mas não vai se acovardar.

“Se de um lado eles têm um grupo que é forte, a gente reconhece, que tem peso político, do lado de cá nós também temos. E ninguém aqui tem medo, vai se acovardar, vai baixar a cabeça. A gente vai trabalhar. É lamentável essa manifestação de ódio político. Eu já ganhei e já perdi eleições. Sempre que ganhei, e é importante saber ganhar, tem que ter humildade na vida”, afirmou.

“Em 2012, quando eu ganhei a eleição para prefeito, Salvador muito dividida, e no dia seguinte eu comecei a governar para todos. Você não vai ser governador ou prefeito de uma parte das pessoas e sim do todo. É lamentável que esse tipo de manifestação aconteça, alimentada por Jerônimo, Rui Costa, Jaques Wagner, todas essas figuras do PT da Bahia e eu falo isso com muita clareza”, disse ACM Neto.

Ao comparar o cenário atual com eleições anteriores, ACM Neto mencionou que o PT nunca venceu a disputa pelo Executivo municipal. E afirmou que a conjuntura local do seu grupo é mais favorável do que a enfrentada há quatro anos.

“Eleição estadual não determina necessariamente a eleição municipal, e os grandes exemplos disso aconteceram justamente aqui em Salvador. Nas últimas eleições, o PT ganhou para governador e nunca fez o prefeito da capital. Não há na história de Salvador nenhum episódio onde o PT tenha vencido as eleições para prefeito. Quatro anos atrás, quando nós perdemos a eleição para o governo do Estado, eles diziam a mesma coisa: que iriam aniquilar Bruno, que iam ganhar a eleição contra Bruno, e o contexto há quatro anos era mais difícil do que o atual.”

Segundo ACM Neto, à época, Bruno Reis “tinha um problema na Câmara de Vereadores”, ao se referir ao então presidente da Casa, Geraldo Júnior (MDB), eleito vice-governador de Jerônimo naquela ocasião. “Teve ali no começo antes de consolidar a eleição de Muniz uma série de discussões. Agora, não. A presidência vai ser escolhida na próxima segunda-feira com um consenso em torno do nome de Alexandre Aleluia”, afirmou.

“Outra diferença importante, Lula havia sido eleito presidente naquele momento com uma expectativa e um cenário econômico muito mais favorável do que tem hoje o Brasil. O PT tendo que fazer muito menos concessões do que vai ter que fazer agora para conseguir governar. Eu diria que vai cair do cavalo quem apostar que em função do resultado de 2026 já tem alguma coisa decidida para 2028. Nós temos uma história em Salvador, transformamos a cidade. Salvador sabe o que era a cidade antes da minha gestão e depois do meu governo”, disse ACM Neto.

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