LENÇÓIS


Festival de Lençóis 2026 reúne música, cultura e sustentabilidade na Chapada Diamantina

Entre destaques da programação estão Cidade Negra, Michel Teló, Larissa Luz e Rachel Reis, que se apresentam no Palco Lençóis, na Praça Horácio de Matos

Fotos? Assessoria

 

Entre os dias 4 e 6 de setembro, Lençóis, na Chapada Diamantina, volta a ser palco de um dos mais tradicionais encontros de música e cultura do interior da Bahia. Em sua 27ª edição, o Festival de Lençóis 2026 chega com uma programação que reúne grandes nomes brasileiros, artistas locais, manifestações da cultura popular e debates sobre meio ambiente e ancestralidade.

Com o conceito “Cante. Plante. Proteja”, o festival propõe uma experiência que conecta música, cultura, sustentabilidade e turismo cultural. Entre os destaques da programação estão Cidade Negra, Michel Teló, Larissa Luz e Rachel Reis, que se apresentam no Palco Lençóis, na Praça Horácio de Matos.

Aberto ao público, o festival é idealizado e produzido pela Pau Viola Cultura e Entretenimento, com apoio da Prefeitura de Lençóis. A expectativa é receber cerca de 30 mil pessoas ao longo dos três dias, contribuindo para o fortalecimento da economia local, com movimentação estimada em R$12 milhões.

Uma das novidades desta edição é a integração do Festival de Culturas Populares da Chapada à programação do Festival de Lençóis. A iniciativa amplia o espaço dedicado às tradições e expressões culturais do território e estabelece um diálogo entre música, cultura popular, sustentabilidade e identidade regional.

A programação ocupará diferentes espaços do centro histórico da cidade. Além do Palco Lençóis, o Mercado Cultural e o Coreto receberão atividades durante o dia, aproximando moradores e visitantes de manifestações tradicionais da região.

No Mercado Cultural, a programação contará com teatro, marujada, reisado, capoeira e feira de artesanato, reunindo artesãos de Lençóis e participantes do Programa Artesanato da Bahia.

Entre as atrações estão o Grupo de Teatro Infantil Meteoritos, da Casa Luz da Manhã, a performance Auto do Boi Diamante, a Marujada Quilombola do Remanso, a Marujada Barcas em Rios e o grupo Capoeira Corda Bamba. No Coreto, o público poderá acompanhar o forró de raiz do Trio Élisson Moura, no sábado e no domingo.

“A proposta deste ano é fazer do Festival de Lençóis uma experiência que vá além dos grandes shows. Queremos integrar música, cultura popular, conhecimento, ancestralidade, meio ambiente e qualidade de vida. É uma forma de fortalecer a identidade cultural do território e estimular uma relação mais responsável com a natureza”, afirma Paula Resende, da Pau Viola Cultura e Entretenimento.

No Palco Lençóis, a programação começa na sexta-feira (4), com a participação da Família Grãos de Luz e Griô. Em seguida, o público acompanha a Abertura de Caminhos, com o movimento Banjo Novo, o Samba de Roda das Baianas de Lençóis, Percuhitts e Reisado da Viola.

O público é convidado a vestir branco para participar da celebração, seguindo a tradição do movimento Banjo Novo, que acontece na primeira sexta-feira de cada mês em Salvador.

No sábado (5), a programação reúne André Fonseca & Jamile Santos, Rachel Reis e Michel Teló. O encerramento, no domingo (6), terá a participação da Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, Larissa Luz e Cidade Negra. A programação completa está disponível ao final deste release.

O festival também conta com uma série de mesas temáticas sobre questões relacionadas à cultura, ancestralidade, meio ambiente e bem-estar. Entre os destaques está a mesa “Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural”, realizada no dia 4.

Participam Dona Maninha do Quilombo do Remanso, Pedro de Laura e Sandoval do Jarê de Ogum, integrantes do Terreiro Jarê Palácio de Ogum e Caboclo Sete-Serra, fundado em 1949, em Lençóis, e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A mediação será da jornalista e pesquisadora Cleidiana Ramos.

Fechando a programação de debates, no dia 6, o psicólogo e escritor Alexandre Coimbra participa da mesa “A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza”. O encontro propõe uma reflexão sobre tempo, afetos, saúde das relações e a maneira como nos conectamos com a natureza e com o mundo ao nosso redor.