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Trump apaga imagem de IA em que ele aparecia como Jesus após críticas

Presidente publicou montagem gerada artificialmente em suas redes sociais após criticar o papa Leão XIV

Foto: Divulgação/Truth Social

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou de suas redes sociais nesta segunda-feira (13) uma montagem gerada por inteligência artificial que o retratava como Jesus Cristo após receber críticas e acusações de blasfêmia.

Ainda nesta segunda, o presidente negou que a montagem o retratasse como Jesus. “Não era uma representação disso. Eu publiquei, e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos, e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação”, afirmou após ser questionado por jornalista.

A imagem foi publicada por Trump em sua rede social Truth Social no domingo à noite, logo após uma publicação de críticas ao papa Leão XIV que o chamava de “fraco”.

O repórter Aaron Blake, da TV CNN Internacional, afirmou que “até mesmo alguns aliados de Trump classificaram [a imagem] como blasfêmia”. A publicação desencadeou uma chuva de críticas de diversos setores e autoridades dentro e fora dos EUA, inclusive da base de apoio de Trump.

A ex-deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que a imagem “é mais do que blasfêmia, é o espírito do anticristo”. Outras figuras influentes do movimento conservador nos EUA que também criticaram Trump foram o coapresentador da Fox News Joey Jones e os ativistas Brilyn Hollyhand e Riley Gaines.

Políticos do Congresso dos EUA, como o deputado Jim McGovern, também repudiaram nas redes sociais a montagem de IA. O governador da Califórnia, e principal opositor de Trump, Gavin Newsom, reagiu à exclusão do post: “Agora delete sua presidência”.

A influencer de extrema direita Laura Loomer, que também é conselheira de Trump, saiu em defesa do presidente dos EUA e afirmou que “pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar”.

Trump conquistou ampla maioria dos eleitores cristãos na eleição de 2024. Ele também avançou entre eleitores católicos, que o apoiaram por 56% a 42%, após uma divisão mais equilibrada em eleições anteriores, segundo análise de Ryan Burge, professor de ciência política da Universidade de Washington e ex-pastor.

Após sobreviver por pouco a uma tentativa de assassinato em julho de 2024, alguns apoiadores evangélicos disseram que isso era uma prova de que ele havia sido abençoado por Deus.

Esta não foi a primeira vez que Trump irritou sua base eleitora cristã desde que foi eleito. Em maio de 2025, entre a morte do papa Francisco e o início do conclave, que escolheria o novo papa, seu perfil oficial republicou outra montagem de IA, desta vez em que ele aparecia retratado como pontífice.