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Caso EUA taxem produtos brasileiros, medida pode atingir US$ 15 bilhões em exportações

Possível sobretaxa americana afetaria cerca de 4,2 mil itens vendidos pelo Brasil ao mercado dos Estados Unidos

Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

 

O Brasil pode ter cerca de US$ 15 bilhões em exportações afetadas caso o governo dos Estados Unidos confirme a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida poderia atingir aproximadamente 4,2 mil itens, incluindo ferro-gusa, molduras de madeira, álcool etílico, açúcar bruto, alumínio e tabaco.

A possível sobretaxa vem sendo discutida entre os dois países após meses de negociações. Nesta terça-feira (14), representantes do governo brasileiro participaram da quinta reunião com autoridades americanas desde maio para tentar evitar a aplicação das medidas.

O encontro contou com a presença de Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, além de integrantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial da Presidência da República.

A proposta analisada pelos Estados Unidos prevê uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Uma segunda sobretaxa de 12,5% também está em discussão, relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado que envolve outras 59 economias. Caso as duas medidas sejam aplicadas, a cobrança poderia chegar a 37,5%.

As tarifas estão relacionadas a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Entre os pontos questionados estão comércio digital, o Pix, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e políticas de combate ao desmatamento.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), setores como aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais estão entre os que podem ser impactados.

O governo brasileiro mantém o diálogo com Washington, mas não descarta adotar medidas de resposta caso as sobretaxas sejam confirmadas, incluindo o acionamento da Lei da Reciprocidade e questionamentos na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com informações da Forbes