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MP aciona fundador da Easy Taxi por autorizar encontros de oração em empresa

Caso abriu debate sobre os limites entre liberdade religiosa no ambiente corporativo e a atuação dos órgãos de fiscalização; empresário diz ser alvo de perseguição

Foto: Reprodução/Instagram/@tallisgomes

 

O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, tornou-se alvo de uma ação do Ministério Público após autorizar a realização de encontros de oração na sede da empresa. O caso abriu debate sobre os limites entre liberdade religiosa no ambiente corporativo e a atuação dos órgãos de fiscalização. O empresário diz ser alvo de perseguição religiosa.

Segundo Gomes, a iniciativa partiu dos próprios funcionários, que solicitaram um espaço para promover uma célula cristã semanal. As reuniões aconteciam às segundas-feiras e reuniam colaboradores interessados em momentos de oração, louvor e estudo bíblico. As informações são do Not Journal.

O empresário afirmou que apenas disponibilizou um ambiente da empresa para os encontros. De acordo com ele, a participação dos colaboradores era voluntária. Nas redes sociais, disse que continuará permitindo manifestações de fé dentro da empresa enquanto estiver à frente do negócio.

O caso ganhou repercussão após Tallis Gomes revelar que foi questionado pelo Ministério Público em razão da existência da célula cristã. Até o momento, não foram divulgados oficialmente detalhes da ação, como o número do processo, os pedidos apresentados ou eventuais decisões judiciais.

A Constituição Federal garante a liberdade de crença e o livre exercício religioso, ao mesmo tempo em que assegura a igualdade e a proteção contra discriminação no ambiente de trabalho.

Tallis Gomes ganhou projeção no setor de tecnologia ao fundar a Easy Taxi, em 2011, empresa que chegou a operar em mais de 30 países. Em 2019, participou da criação da G4 Educação, voltada à capacitação em gestão e empreendedorismo.

O caso segue sem decisão judicial definitiva divulgada publicamente.