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Morar em cruzeiro? Conheça o milionário que vive no mar há 25 anos e passou a ter dificuldade para andar em terra firme 

Com mais de 1.100 viagens, Mario Salcedo transformou navios de luxo em sua casa e desenvolveu uma condição que afeta seu equilíbrio fora deles 

Foto: reprodução/ Portos e Navios

Já imaginou abandonar completamente a rotina em terra e viver permanentemente em um navio de cruzeiro? Para o investidor do setor financeiro Mario Salcedo, essa ideia deixou de ser sonho há muito tempo. Conhecido como “Super Mario” entre tripulantes e passageiros, ele vive há 25 anos em alto-mar, após trocar a vida em Miami por uma sequência contínua de viagens em navios de luxo. 

Com mais de 1.100 cruzeiros no currículo, Salcedo transformou embarcações da Royal Caribbean em sua residência fixa. Sua rotina combina disciplina profissional com o estilo de vida relaxado típico das férias, só que sem data para acabar. 

Enquanto a maioria das pessoas encara cruzeiros como escapadas temporárias, ele estruturou um cotidiano estável no mar. Trabalha diariamente em um “escritório” improvisado no deck, onde mantém seu laptop e até uma placa escrita à mão identificando o espaço. O custo dessa vida flutuante varia entre US$ 70 mil e US$ 100 mil por ano, podendo chegar perto de R$ 600 mil. 

Curiosamente, apesar da fortuna, o investidor não faz questão de acomodações luxuosas. Prefere cabines internas, sem janela, já que passa a maior parte do tempo nas áreas comuns do navio. Para garantir que nunca precise interromper esse estilo de vida, ele mantém cerca de 150 reservas futuras já programadas. 

No entanto, essa escolha incomum trouxe consequências inesperadas. Após décadas convivendo com o movimento constante do mar, Salcedo desenvolveu a chamada Síndrome do Desembarque em estágio crônico. A condição faz com que seu cérebro continue interpretando o ambiente como se estivesse em movimento, mesmo em terra firme.  

Por isso, quando precisa desembarcar, algo que acontece por cerca de duas semanas ao ano, ele enfrenta dificuldades para manter o equilíbrio. Segundo o próprio investidor, a sensação é semelhante à de estar constantemente se balançando, o que o impede de caminhar em linha reta. Em entrevistas, ele afirma se sentir muito mais confortável e seguro a bordo do que em solo.