JUSTIÇA


TSE restringe alcance de Nikolas e Marçal e proíbe publicações com informações falsas

Corregedor atende a pedido do PT e exige que plataformas digitais suspendam a promoção paga de deputado e influenciador até o segundo turno

Fotos: reprodução/instagram

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Villas Bôas Cueva, proibiu o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o influenciador Pablo Marçal de republicarem conteúdos falsos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão judicial ocorreu nesta segunda-feira (19).

A medida cautelar atende a uma solicitação da campanha presidencial petista. O propósito principal é interromper a disseminação de desinformação no atual cenário eleitoral brasileiro.

A ordem afeta publicações com falas distorcidas de Lula sobre garis e sobre a prevenção do câncer de próstata. O veto também engloba conteúdos inverídicos sobre o uso de drogas durante uma manifestação na Avenida Paulista.

A campanha do PT argumenta que Nikolas e Marçal funcionam como os maiores propagadores de conteúdo a favor da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Essa propagação de informações aconteceria fora dos canais oficiais do candidato.

O magistrado determinou que as plataformas Meta e X bloqueiem o impulsionamento pago de conteúdos nos perfis do parlamentar e do influenciador. A restrição permanece em vigor até este domingo (25), data do segundo turno.

As empresas de tecnologia devem cessar qualquer tratamento privilegiado na distribuição de conteúdos políticos. O alcance das postagens necessita obedecer de forma regular e isonômica às regras de cada rede social.

Cueva rejeitou a solicitação do PT para suspender a monetização das referidas contas. Ele exigiu, no entanto, que as empresas detalhem as recomendações dos algoritmos, os ajustes de ranqueamento e o volume de visualizações de não-seguidores.

Conversas em canais internos da Meta revelam que as contas de Flávio Bolsonaro recebiam tratamento privilegiado. Um funcionário de nome Roberto afirmou na ocasião que o perfil de Lula possuía limitações em comparação com a conta de Flávio.

Matérias jornalísticas recentes mostraram que um sistema de inteligência artificial da Meta evitou a geração de imagens de apoio a Lula. A mesma ferramenta, em contrapartida, liberou a criação de ilustrações favoráveis a Flávio Bolsonaro.