JUSTIÇA


Segunda Turma do STF mantém prisão de Vorcaro e investigados do caso Master

Decisão unânime confirma medida cautelar e mantém apuração de fraudes bilionárias no Banco Master

Foto: Reprodução

 

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados no chamado “caso Master”. O colegiado referendou a decisão do relator, ministro André Mendonça, tomada na Petição (PET) 15556. O julgamento ocorre em sessão virtual que se encerra às 23h59 desta sexta-feira (20), mas todos os votos já foram registrados.

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito de participar de julgamentos relacionados ao caso por razões de foro íntimo. A manifestação ocorreu após ele ser sorteado relator de um Mandado de Segurança que pedia a instalação de uma CPI sobre o Banco Master na Câmara. Com isso, o processo foi redistribuído.

A prisão preventiva foi decretada em 4 de março, a pedido da Polícia Federal, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master. Além de Vorcaro, foram alvos da decisão Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e Marilson Roseno da Silva.

Durante o julgamento, Mendonça retirou a medida em relação a Mourão, após a confirmação de sua morte, e manteve as prisões dos demais investigados, além da suspensão de atividades de empresas envolvidas e outras medidas cautelares.

Último a votar, o ministro Gilmar Mendes afirmou que há elementos que justificam a manutenção das prisões para garantir o andamento das investigações. Ele destacou, no entanto, que a decisão pode ser reavaliada após manifestação da Procuradoria-Geral da República ou avanço das apurações.