ESPORTE


Grupo de ex-jogadores sugere punição a quem tapar a boca durante discussão em jogos

Argentino Prestianni foi acusado por Vinícius Júnior de racismo, mas leitura labial não pôde ser feita

Foto: Reprodução/TNT Sports

 

Um grupo de ex-jogadores propõe punição a jogadores que tapem a boca durante discussões em campo. A proposta surgiu após o caso em que o argentino Prestianni, do Benfica, foi acusado de racismo por Vinícius Júnior, do Real Madrid, em partida de ida do playoff das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, nesta terça-feira (17).

Prestianni tapou a boca com a camisa no momento em que discutia com Vinícius Júnior, o que inviabilizou a leitura labial do argentino. Vini Jr disse que foi chamado de macaco.

Ex-zagueiro de Arsenal e Manchester United, o inglês Mikaël Silvestre disse que o grupo de ex-jogadores ainda não chegou à conclusão de que punição deve ser sugerida a quem tapar a boca durante discussão em campo.

“Estamos tratando de buscar vias para sancionar os jogadores que taparem a boca. Uma coisa é falar de algo tático com companheiros ou ter uma discussão casual, mas este caso foi claro de ódio de um jogador a outro. Possivelmente, vamos precisar sancionar este tipo de conduta”, disse Mikaël Silvestre.

Silvestre, no entanto, enxerga que talvez não seja possível uma aplicação de pena a Prestianni, pelo fato de que a regra para coibir o ato precisa de tempo para ser discutida.

“É difícil para o árbitro ter provas do que aconteceu para que haja uma investigação rápida, porque o jogo de volta é em sete dias. Se for possível provar algo [de racismo], o jogador [Prestianni] não deveria atuar. Deveria haver uma grande suspensão, ir a um programa de educação, porque este tipo de conduta não é possível”, afirmou Silvestre.