ESPORTE


Defesa do Bahia desaba e time quadruplica gols sofridos na Série A 

Após início consistente, equipe de Rogério Ceni sofre 13 gols em sete jogos e vê desempenho defensivo cair drasticamente 

Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

A fase do Esporte Clube Bahia na temporada passa longe de ser positiva, e o principal ponto de preocupação está no sistema defensivo. Depois de um começo sólido no Campeonato Brasileiro Série A, o time comandado por Rogério Ceni viu sua defesa perder consistência e apresentar uma queda acentuada de rendimento nas últimas rodadas. 

Nas sete primeiras partidas da competição, desconsiderando o confronto adiado contra a Chapecoense, o Tricolor de Aço ostentava a melhor defesa do torneio, com apenas três gols sofridos. No entanto, a partir da 8ª rodada, o cenário mudou completamente. 

Entre a 8ª e a 14ª rodada, o Bahia sofreu 13 gols, número que mais do que quadruplica o registrado no início da competição. Com isso, a equipe passou a ter a segunda pior defesa entre os clubes que figuram no G-6, com 16 gols sofridos, ficando atrás apenas do Fluminense, que já foi vazado 18 vezes. 

Em termos percentuais, o aumento chega a cerca de 333% no número de gols sofridos no recorte mais recente em comparação com as primeiras rodadas. Parte desse crescimento é influenciada pela goleada sofrida diante do Remo, na 8ª rodada. Ainda assim, mesmo desconsiderando esse resultado, o número de gols levados pelo Bahia no período seguiria ao menos triplicado. 

No último domingo (3), após o empate em 2 a 2 com o São Paulo, resultado marcado por falhas defensivas nos dois gols sofridos, Rogério Ceni apontou a queda de confiança como um dos fatores para a instabilidade do time. O treinador também destacou a repetição de erros individuais como um problema recorrente. 

“O jogo construído é um jogo de erros. O segundo gol foi uma bobeira de posicionamento no lateral, não era nem para ter chegado ao cruzamento. É uma marcação simples, padrão. Mas todos se dedicam ao máximo. Não vou crucificar um atleta por um erro pontual. Esse momento de oscilação traz menos confiança. No primeiro gol, poderíamos ter sido mais firmes. No segundo, tudo aconteceu muito rápido, mas dava para resolver”, analisou. 

A sequência recente consolida a percepção de que pequenas falhas têm custado caro ao Bahia, transformando erros pontuais em gols sofridos com frequência.