ENTRETENIMENTO


Olorin estreia em Salvador com homenagem a Dorival Caymmi e participação de Armandinho Macêdo

Espetáculo multimídia reúne músicos para revisitar obra do compositor baiano em experiência que une música, ancestralidade e tecnologia

Foto: Assessoria

 

Salvador será a primeira cidade a receber o espetáculo “Olorin toca Caymmi com Armandinho Macêdo”, projeto inédito da cena instrumental baiana que estreia no dia 18 de setembro, às 20 horas, no Teatro SESC Casa do Comércio. Os ingressos, a partir de R$40 (primeiro lote), já estão à venda na bilheteria do teatro e pela plataforma Sympla.

Idealizado pelos produtores Paulo Argolo e João Falcão Neto, o Olorin nasce com a proposta de transformar a música instrumental em uma experiência sensorial capaz de aproximar tradição, inovação e identidade cultural, tendo a obra de Dorival Caymmi como ponto de partida.

A estreia marca também o lançamento oficial de um projeto concebido para ganhar os palcos brasileiros e internacionais. Depois da apresentação em Salvador, o grupo deve iniciar um circuito de apresentações em festivais e teatros, com planos de participar da Atlantic Music Expo (AME) e do Kriol Jazz Festival, em Cabo Verde, em abril de 2027, além de seguir posteriormente para cidades como Lisboa, Coimbra, Madrid e Barcelona.

Segundo Paulo Argolo, da Girar Cultura & Entretenimento, o nome Olorin foi escolhido a partir da palavra em iorubá que, de forma simplificada, remete ao “dono da canção”, neste caso ao próprio Dorival Caymmi, e à sua manifestação, traduzindo a essência do projeto.

“A etimologia da palavra, por si só, gera diversos significados que remetem à música, à festa manifesta, ao show, ao ritual”, comenta o produtor. De acordo com ele, além da sonoridade muito forte, Olorin representa exatamente o propósito do projeto: sonhar em levar a Bahia, seus ícones sagrados, sua música, sua ancestralidade e sua forma única de enxergar o mundo para diferentes lugares”, explica.

Embora estreie homenageando Dorival Caymmi, o Olorin nasce como um projeto artístico de longa duração. A ideia é que, futuramente com o amadurecimento da ação, novos repertórios, compositores e artistas convidados integrem a iniciativa, mantendo a música instrumental como eixo central das apresentações. Outro ponto alto da estreia será a participação especial de Armandinho Macêdo, considerado um dos maiores instrumentistas brasileiros e uma das principais referências da guitarra baiana. Sua presença simboliza o encontro entre diferentes gerações da música instrumental da Bahia e reforça o conceito do espetáculo de aproximar tradição e contemporaneidade.

Com direção musical compartilhada entre Cesário Leony (baixo), Márcio Pereira (violão) e Giba Conceição (percussão), o grupo reúne Alexandre Vargas (guitarra, violão, bandolim e guitarra baiana) e as percussionistas Beatriz Sena, Géssica Omi, formando um mix com músicos com sólida atuação nos palcos nacionais e internacionais, pesquisadores da música brasileira e representantes da nova geração da percussão baiana. A experiência visual será conduzida pelo artista multimídia VJ Gabiru, responsável por desenvolver uma cenografia digital construída por imagens que dialogam permanentemente com a performance musical.

O Olorin reúne músicos reconhecidos nacional e internacionalmente, formando um coletivo que combina excelência técnica, pesquisa acadêmica e forte ligação com as tradições musicais da Bahia. Na ala harmônica, o espetáculo conta com a participação especial de Armandinho Macêdo, um dos maiores nomes da guitarra baiana, além do baixista e diretor musical Cesário Leony, do violonista e pesquisador Marcio Pereira e do multi-instrumentista Alexandre Vargas.

A percussão reúne Giba Conceição, referência da música afro-baiana há quase quatro décadas; Beatriz Sena, vencedora do reality Timbrown 2023 e destaque da nova geração da percussão; e Géssica Omi, percussionista e educadora cuja trajetória dialoga diretamente com os saberes tradicionais dos terreiros de candomblé. A experiência visual fica por conta do VJ Gabiru (Davi Cavalcanti), artista especializado em videomapping e projeções imersivas, responsável por integrar imagem, luz e música em tempo real durante toda a apresentação.