ENTRETENIMENTO


Anitta explica polêmica com ‘Desgraça’ e revela bastidores do álbum ‘Equilibrium’ 

Cantora conta reação da mãe ao nome da faixa e detalha proposta espiritual e musical do novo projeto  

Foto: Mar+vin/assessoria/Anitta

A cantora Anitta compartilhou um momento inusitado envolvendo sua mãe durante a divulgação de Equilibrium, seu novo álbum, que chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (16). A cantora revelou que Miriam Macedo estranhou, e criticou, o título da faixa de abertura, “Desgraça”. 

Segundo a artista, a escolha do nome pode soar contraditória em um trabalho que propõe equilíbrio e reflexão. Ainda assim, ela defende que tudo faz sentido dentro do conceito do disco. “Minha mãe falou: ‘Por que esse nome de desgraça?’. Mas a ideia é justamente essa: começar de um ponto mais denso e ir evoluindo, se iluminando ao longo do álbum”, explicou em vídeo publicado em seu canal no YouTube. 

A música inicial marca o início de uma jornada mais introspectiva, que percorre as 15 faixas desta primeira fase do projeto. Misturando espiritualidade, diferentes crenças e elementos simbólicos, o álbum reflete um momento pessoal da cantora. 

Anitta também reforça que o trabalho não representa um estado de plenitude constante. “Não é porque lancei esse álbum que sou iluminada o tempo todo. Continuo enfrentando desafios e estou nesse processo. Quis dividir essas reflexões que me ajudam a me encontrar”, afirmou. Para ela, o disco celebra a diversidade de pensamentos e tudo aquilo que promove bem-estar. 

No campo musical, Equilibrium apresenta uma sonoridade mais suave em comparação aos trabalhos anteriores, embora ainda mantenha traços do funk, do pop e até do rap em algumas faixas. A cantora descreve o projeto como uma transição artística, sem renegar suas fases anteriores. “Continuo me orgulhando de tudo o que já fiz, mas estou explorando novos caminhos”, disse ao comentar “Mandinga”, parceria com Marina Sena. 

Outro destaque é “Pinterest”, que, segundo Anitta, surgiu de forma quase imediata. A faixa foi composta inicialmente em espanhol e rapidamente adaptada para o português. “Veio muito rápido, como se fosse uma psicografia. Tem a essência do álbum, mas sem entregar tudo de cara”, contou. 

O disco ainda reúne colaborações com nomes como Liniker, Luedji Luna e a própria Marina Sena. Entre as participações, a mais surpreendente foi a de Shakira, que entrou no projeto na reta final. “Ela quis entender a fundo a cultura antes de gravar. Veio preparada e ainda quis aprender mais. Foi uma troca incrível”, relatou Anitta sobre a parceria em “Choka choka”.