ENTRETENIMENTO


Wagner Moura é capa da Time e integra lista das 100 pessoas mais influentes de 2026 

Ator brasileiro recebe homenagem de Jeremy Strong e reforça projeção internacional com reconhecimento da revista  

Foto: Instagram/@time

O ator Wagner Moura foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, divulgada nesta quarta-feira (15) pela revista norte-americana Time. A seleção reúne personalidades que se destacaram por seu impacto cultural, político e artístico ao longo do último ano. O nome do baiano aparece ao lado de figuras como Zoe Saldaña, Nikki Glaser e Luke Combs. 

Conhecido do público brasileiro desde os anos 2000 por trabalhos na televisão, como Paraíso Tropical (2007), e no cinema, com Tropa de Elite (2007), Moura ampliou sua carreira internacional com a série Narcos (2015). Mais recentemente, alcançou reconhecimento histórico ao conquistar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama e receber uma indicação ao Oscar pelo filme O Agente Secreto (2025). 

Para esta edição, a Time convidou o ator Jeremy Strong, conhecido por Succession, para escrever um tributo ao brasileiro. Strong relembrou sua experiência como jurado no Festival de Cannes, onde acompanhou de perto a atuação de Moura. Segundo ele, o trabalho do ator transcende a técnica e alcança dimensões mais profundas da experiência humana. 

O texto também destaca o posicionamento artístico e político de Moura. Strong menciona um discurso de Robert De Niro em Cannes sobre o papel da arte diante de regimes autoritários, relacionando a fala ao compromisso do brasileiro com temas como democracia e liberdade. Para ele, Moura utiliza a arte como ferramenta de reflexão e transformação social. 

A trajetória do ator inclui ainda a direção do longa Marighella, além de atuações recentes no teatro, como em uma adaptação de Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen. Esses trabalhos reforçam, segundo a publicação, sua capacidade de unir expressão artística e engajamento político. 

Na edição especial, Moura também estampa uma das capas da revista. Em texto assinado pela crítica Stephanie Zacharek, ele é descrito como um “antídoto analógico” em um mundo cada vez mais digital, com um estilo que remete à velha Hollywood. A publicação ressalta seu perfil discreto, senso de humor e hábitos pouco comuns na era das redes sociais. 

A reportagem ainda relembra que Moura é formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), destacando como sua formação acadêmica contribuiu para sua compreensão da relação entre arte e política ao longo da carreira. 

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