ELEIÇÕES


Wagner critica uso de emendas e diz que sistema foi ‘deformado’ no governo Bolsonaro

Senador defendeu que os recursos cheguem aos municípios de forma planejada e organizada para cumprir metas estaduais

Foto: Ulisses Dumas/Assessoria

 

O senador Jaques Wagner (PT) criticou o que considera uma “deformação” no uso das emendas parlamentares no cenário político brasileiro. Em entrevista à Rádio Jaraguar FM, de Jacobina, nesta quinta-feira (3), o parlamentar afirmou que o mecanismo passou a ser utilizado de maneira distorcida após o aumento expressivo do volume de recursos destinados ao Congresso durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Como o ex-presidente não gostava de democracia, ele preferiu então controlar a Câmara e o Senado através do aumento absurdo das emendas parlamentares”, afirmou o senador.

Na avaliação do petista, a Constituição estabelece uma divisão clara entre as atribuições dos Poderes. Segundo ele, cabe ao Executivo administrar e executar o orçamento público, enquanto o Legislativo deve concentrar sua atuação na elaboração de leis e na fiscalização.

O senador também afirmou que a expansão das emendas criou uma espécie de “jogo de distribuição” de recursos, que, segundo ele, pode reduzir a autonomia dos gestores municipais, além de tirar o foco das funções do Legislativo e prejudicar o planejamento e a execução de obras, serviços e políticas públicas.

“Quem executa é o Poder Executivo: presidente, governador e prefeito. Quem legisla são os parlamentos. Eu prefiro trabalhar de outro jeito. As minhas emendas eu entrego para o orçamento do Governo do Estado, porque é trabalho do governo planejar e, através de um planejamento maior, é que a gente consegue fazer os investimentos chegarem da forma correta e mais equilibrada aos municípios”, concluiu.