ELEIÇÕES


Trump diz que eleição no Brasil é muito importante e que acompanha de perto

Na segunda-feira (28), presidente Lula declarou que Trump não deve "se meter" nas eleições brasileiras

Foto: Official White House/Daniel Torok

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1°) que a eleição no Brasil é “muito importante” e que acompanha o pleito de perto.

“O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante”, disse Trump a jornalistas ao sair da Casa Branca.

Na segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou um recado a Trump durante um evento de campanha em Belém, destacando que ele não deve “se meter” nas eleições brasileiras.

Em entrevista recente à CNN Brasil, o petista havia chamado o republicano novamente de “imperador”, afirmando que ele governa pela “lei do mais forte”.

“O Trump foi eleito para ser presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar para EUA, mas ele não tem o direito de governar outros países. Não tem o direito de impor a sua vontade”, afirmou em outro trecho.

De acordo com apuração da agência de notícias Reuters, integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertaram autoridades da França e da Alemanha sobre suposta interferência dos EUA e da Rússia, pontuando que a ação americana iria “de ações judiciais até interferência abertamente reconhecida”.

Em entrevista à Priscila Yazbek, correspondente da CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado americano Amanda Roberson garantiu que influenciar votações em outros países não faz parte da estratégia dos EUA.

“Nos Estados Unidos, estamos focados nas nossas prioridades. Como falou o presidente Trump, estamos focados na segurança, na prosperidade, na paz. Trabalhando assim dentro de outros países sobre eleições não é parte da nossa estratégia”, afirmou.

Ela havia declarado que a Casa Branca acompanha a disputa presidencial, mas reconhecem que o Brasil é um país soberano e que defendiam um pleito livre. Com informações de Poliana Santos, da CNN Brasil