ELEIÇÕES


Suplente de Jaques Wagner, Edvaldo Brito lidera autodoação para própria campanha até agora

Advogado tributarista destinou R$ 533 mil, valor declarado em 18 de agosto, segundo dados do TSE

Foto: Associação Brasileira de Direito Financeiro

O advogado tributarista Edvaldo Brito (PSD), ex-prefeito de Salvador, é o maior doador de recursos para a própria campanha até agora nas eleições de 2026. Primeiro suplente na chapa ao Senado de Jaques Wagner (PT), ele destinou R$ 533 mil, valor declarado em 18 de agosto, segundo a prestação de contas de Wagner à Justiça Eleitoral. As informações são da colunista Tatiana Farah, do portal UOL.

Os suplentes não têm contabilidade própria no site do TSE, logo, sua campanha é a mesma do candidato ao Senado.

Pai do deputado federal Antonio Brito, líder do PSD na Câmara, Edvaldo Brito, 88, foi prefeito biônico de Salvador entre 1978 e 1979. Depois, retornou como vice-prefeito e vereador, além de ter ocupado cargos de secretário de Estado. Tem uma carreira respeitada na advocacia baiana.

Em 2020, quando assumiu uma vaga de vereador em Salvador, o advogado declarou bens no total de R$ 5,8 milhões. De lá para cá, seu patrimônio registrado mais que dobrou. Este ano, declarou R$ 12,5 milhões. Seus maiores investimentos estão em imóveis, incluindo uma fazenda em São Gonçalo dos Campos, na Bahia.

Alvo de investigação da Polícia Federal por suposta ligação com o grupo do banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, Jaques Wagner declarou bens no valor de R$ 24,5 milhões, entre eles R$ 13,8 milhões decorrentes de uma venda de imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a Lagoons Empreendimentos SPE Ltda. É um patrimônio bastante superior ao que declarou em sua última eleição, em 2018: R$ 3,3 milhões — um crescimento de 631%. O petista nega ter cometido irregularidades relacionadas ao Master.