ELEIÇÕES


Rui provoca ACM Neto e diz que grupo do ex-prefeito apoia Bolsonaro de ‘forma velada’

Candidato ao Senado ainda desafiou o ex-prefeito a mostrar obras que fez em Salvador

Foto: Maína Diniz

 

O ex-ministro e candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, provocou nesta sexta-feira (7) o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) sobre as obras do Executivo Estadual na capital baiana. “Retire de Salvador todas as obras do governo do Estado e do governo federal, sobra o quê? Me responda”, questionou o petista em entrevista ao podcast Política Ao Vivo.

“[A obra da] Rótula do Aeroporto foi o Governo do Estado que fez. Rótula do Abacaxi, Via Expressa, os viadutos novos e as vias marginais da Paralela. A nova Gal Costa, a Pinto de Aguiar, a duplicação da Orlando Gomes, a 29 de março. A ligação da BR ao Subúrbio e o túnel, a maternidade do Subúrbio, o hospital ortopédico. Tudo isso quem fez foi o governo do Estado”, disse o ex-governador, acrescentando que mesmo o BRT foi investimento do governo Federal na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Rui Costa defendeu que o eleitor deve fazer a comparação dos governos. “Eu só peço ao eleitor de Salvador e ao eleitor da Bahia que compare. É só comparar. Compare Salvador hoje com a Salvador antes de nós chegarmos ao governo do Estado”, disse o candidato.

De acordo com Rui, o eleitor é grato pelas obras, mas a credibilidade de um político só existe quando ele consegue mostrar que as suas falas condizem com as suas realizações.

“Tudo que você fez, que você diz, serve para lhe dar credibilidade. O eleitor não vota apenas por gratidão. A gratidão legitima você poder falar e dizer o que você vai fazer. Mas, as pessoas acreditam, ou não, pelo que você fez. Graças a Deus, se tem algo na Bahia que eu tenho é credibilidade”, declarou.

 

ACM Neto e Bolsonaro

Rui Costa ainda acusou o grupo de ACM Neto de apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro de forma velada nas eleições de 2026 por receio de represália do eleitorado baiano, que historicamente tem papel determinante para eleição do candidato à presidência pelo PT.

“Eles usam essa estratégia de tentar enganar a população”, disse, ao lembrar o episódio no qual o ex-prefeito ameaçou agredir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração de Rui acontece poucos dias depois de a Justiça Eleitoral determinar a retirada de uma publicação nas redes sociais que simulava um apoio do presidente Lula ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e a outros nomes da oposição na Bahia.

“Ele tem vergonha de defender o candidato dele. Eles querem fazer a relação com Bolsonaro ‘escondidinho’, sem ninguém saber”, afirmou. Disse ainda que a direita usa as lideranças dos bairros para pedir votos para Bolsonaro de forma velada, sem chamar atenção. “Ele tem vergonha, porque sabe que o povo não gosta [de Bolsonaro] então ele esconde. Eu tenho orgulho de defender o meu. Lula foi o melhor presidente que esse país já teve”, afirmou Rui Costa.

O petista também acusou o ex-prefeito de tentar atrasar avanços implementados pelo Governo do Estado, em Salvador, durante a sua gestão como governador. “Sabe quanto tempo eu esperei um alvará para construir a passarela do metrô? Um ano, 12 meses para liberar o alvará da passarela do metrô. Sabe quanto tempo eu esperei [o alvará] para fazer o paisagismo ao longo da Paralela? 11 meses. Hoje a gente vê a prefeitura fazer essa guerra contra a ponte. Parece que está torcendo contra”, continuou.

O candidato ao Senado criticou a posição da Prefeitura de Salvador em relação às obras de mobilidade que estão em execução na capital baiana, com o apoio do Governo Federal, como a ponte Salvador-Itaparica e a instalação do VLT.

“Ver o prefeito dizer que o VLT liga nada a lugar nenhum… Para eles, nada deve ser o subúrbio e lugar nenhum deve ser Cajazeiras. Estamos construindo 40 km de VLT em Salvador. É a maior obra de VLT do Brasil. É o maior investimento em andamento hoje de VLT do Brasil. R$ 5 bilhões. Ao invés do prefeito agradecer ao governador por essa obra, ele trata com desdém. Lugar nenhum é porque eles sempre viraram as costas para o Subúrbio e para a periferia”, disse.