ELEIÇÕES


Questionado sobre os resultados nas urnas, Flávio Bolsonaro projeta vitória: ‘Eu não vou perder essa eleição, vou ganhar no primeiro turno’

Candidato do PL garante respeito ao pleito de 4 de outubro durante sabatina na TV Globo e descarta cortes no valor do salário mínimo.

Foto: Reprodução/TV Globo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (28), que vencerá as eleições presidenciais no primeiro turno. A declaração ocorreu durante sabatina na TV Globo, após questionamento da bancada sobre o respeito ao resultado oficial do pleito marcado para 4 de outubro.

“Eu não vou perder essa eleição. Eu digo mais, vou ganhar no primeiro turno”, declarou o senador. O parlamentar admitiu erro em declaração anterior sobre fabricação de urnas na Venezuela e assegurou adesão às regras eleitorais.

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Na pauta econômica, o senador prometeu um ajuste fiscal de R$ 500 bilhões. A medida prevê a redução de ministérios e cargos comissionados, além do corte de normativos logo no início do mandato.

O postulante afastou reduções no valor do salário mínimo. “Eu não vou fazer economia no povo brasileiro mais sofrido”, afirmou.

Uma equipe com mais de dez economistas elabora propostas para conter a dívida pública e reduzir taxas de juros básicas após a vitória. O candidato criticou o volume de gastos do governo atual.

O senador comentou o patrocínio de R$ 130 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master liquidado em novembro de 2025, para o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Ele classificou a relação como privada e negou emprego de recursos públicos.

Para a saúde pública, o candidato anunciou o médico Claudio Lottenberg como futuro ministro da pasta em caso de vitória. Lottenberg é oftalmologista e preside a Confederação Israelita do Brasil (Conib).

Sobre o clima, o senador tratou as mudanças ambientais como épocas cíclicas. Ele destacou o saneamento básico como a principal forma de proteção ambiental.

O parlamentar prometeu anistia geral para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, com inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele justificou homenagens passadas ao miliciano Adriano da Nóbrega como ato realizado em outro contexto político.

Sobre o apoio político a Rodrigo Bacelar, preso em 2025 sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho, o candidato atribuiu a indicação a uma composição partidária no Rio de Janeiro. Ele ressaltou o direito à defesa no processo judicial.

O senador prometeu anistiar todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro, com inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele justificou homenagens passadas ao miliciano Adriano da Nóbrega como ato pertencente a outro contexto político e partidário.