ELEIÇÕES


Presidente do TSE nega indícios de interferência estrangeira nas eleições brasileiras

Nunes Marques também comentou o fechamento de embaixadas dos EUA e da Austrália

Foto: Antonio Augusto/TSE

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há, até o momento, indícios de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

“Até o momento, não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou o ministro durante coletiva. Segundo ele, havia preocupação, nos últimos meses, de que possíveis interferências ocorressem por meio das plataformas digitais.

“Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas que eventualmente poderíamos ter”, disse.

“Mas até agora não temos nenhum indicativo de nenhuma das nossas salas e equipes dentro do Tribunal de nenhum tipo de interferência estrangeira”, acrescentou.

Sobre o fechamento das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália, o presidente do TSE afirmou que a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não encontraram indicativos de riscos para a integridade das unidades.

O ministro também avaliou como natural uma possível judicialização das eleições. “Há uma tradição na Justiça brasileira de judicialização. Seria de se esperar que os candidatos, não só a Presidência da República, mas deputados estaduais e federais, governadores, batam às portas da Justiça com os seus questionamentos”, afirmou.

Nunes Marques ressaltou que questionar o resultado é um direito dos candidatos, mas disse estar confiante no sistema eleitoral. “Ainda que seja um direito se questionar as eleições, uma coisa é questionar o resultado, em razão de que muitos fatores podem ser questionados, mas o nosso sistema eleitoral, estamos bastante confiantes que, até agora, não temos ainda do que se queixar.”

Até o momento, 1.544 urnas haviam sido substituídas, o equivalente a 0,28% do total. No Paraná, as fortes chuvas fizeram com que 140 cidades chegassem a ficar sem energia.

 

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