ELEIÇÕES


Pré-candidato do DC critica PT e grupo de ACM Neto e diz que Bahia vive ‘estado anestesiado’

José Estevão afirma que violência é fruto de décadas de exclusão social e defende “desenvolvimento socioterritorial” como alternativa para a Bahia

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O pré-candidato ao Governo da Bahia pelo Democracia Cristã, José Estevão afirmou que pretende romper a polarização entre o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil). Em entrevista ao MundoBA, ele criticou os dois grupos políticos que comandaram o estado nas últimas décadas, classificou a Bahia como um “estado anestesiado” e defendeu um projeto de desenvolvimento socioterritorial como alternativa para enfrentar problemas como violência, pobreza e desigualdade.

Ao explicar o que diferencia sua candidatura dos grupos tradicionais da política baiana, José Estevão afirmou que a Bahia passou décadas sob o domínio de uma “oligarquia” que aprofundou desigualdades sociais e deixou um estado “dilacerado”. Segundo ele, a chegada do PT ao poder representou apenas uma “pseudomudança”, sem capacidade de resolver os problemas estruturais da Bahia. 

Sobre segurança pública, o pré-candidato afirmou que o combate à violência precisa unir repressão policial e inclusão social. “Eles fazem apenas o confronto, o tiroteio, a invasão de favela. Mas na favela mora gente decente. Você precisa da mão pesada do Estado contra o crime, mas também precisa gerar trabalho e renda para acabar com a mão de obra que o crime recruta”, declarou.

Ao comentar o que mais o incomoda na atual gestão estadual, José Estevão classificou o governo como “inoperante” e acusou o estado de viver uma espécie de paralisia administrativa. “É um estado anestesiado, um estado que não desenvolve, não cuida das pessoas, não inclui e perpetua a pobreza e a violência”, afirmou o dirigente do DC.

Questionado sobre o discurso de “nova política”, usado por diferentes grupos nos últimos anos, o pré-candidato disse que o projeto do Democracia Cristã se diferencia por defender um “Estado Interventor Moderado”, com foco na geração de renda, fortalecimento do pequeno empreendedor e inclusão social. Segundo ele, a população perceberá a mudança a partir da melhoria concreta nas condições de vida. “A inclusão vem pelo trabalho e pela renda. Quem ganha melhor adoece menos, vive melhor e consegue manter a família”, afirmou.

José Estevão também disse acreditar que a redução da violência depende diretamente da diminuição da pobreza e da exclusão social. Segundo ele, o estado precisa investir em oportunidades econômicas e recuperar o papel das famílias dentro das comunidades. “Ninguém nasce bandido. O jovem se transforma porque vive em ambientes de miséria. Quando as famílias tiverem renda suficiente, você começa a reduzir também a violência”, concluiu.