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Possível vice de Zema responde na Justiça por suposta fraude de R$ 6,8 milhões

Decisão judicial aponta que Geraldo Rufino teria protagonizado movimentações envolvendo laranjas

Foto: Assessoria/JR Diesel

 

Cotado para ser vice de Romeu Zema (Novo) na disputa pelo Palácio do Planalto, o empresário Geraldo Rufino (Podemos) responde na Justiça por suposto esquema que teria causado prejuízo de pelo menos R$ 6,8 milhões a credores. As informações são do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles.

Com 3,6 milhões de seguidores no Instagram, Geraldo Rufino se apresenta como o “catador de sonhos” e construiu uma imagem pública marcada por histórias de sucesso e superação. Ele saiu de uma condição extremamente modesta, trabalhando como catador de latinhas, para se tornar dono da JR Diesel, apresentada por ele como a maior rede de desmanche legal da América Latina.

Nas últimas semanas, o nome do empresário passou a circular nos bastidores como possível vice na chapa presidencial de Romeu Zema. O acordo, porém, ainda não foi fechado.

Em decisão proferida em 13 de abril, a juíza Gilvana Mastrandéa de Souza, da 7ª Vara Cível de Osasco, afirmou que Geraldo Rufino protagoniza um “verdadeiro padrão de conduta marcado por confusão patrimonial, desvio de recursos e favorecimento indevido de determinados credores, em flagrante violação aos princípios estruturantes do regime recuperacional”.

Na ocasião, a magistrada rejeitou o pedido de Geraldo Rufino e da esposa, Marlene Rufino, para retornarem à gestão da JR Diesel, que está em recuperação judicial desde 2016. O casal havia sido afastado da administração justamente em razão das irregularidades apontadas.

As investigações que embasaram a decisão revelam um conjunto de movimentações financeiras consideradas suspeitas pela Justiça. Segundo os autos, as práticas vão além de falhas administrativas.