ELEIÇÕES


Nexus/BTG: 45% se identificam como ‘antilulistas’ e 40% como ‘antibolsonaristas’

Segundo levantamento, parcela dos bolsonaristas convictos oscilou positivamente de 25% para 29%, enquanto lulistas convictos passaram de 23% para 25%

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Waldemir Barreto/Agência Senado

 

A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (3) aponta que 45% do eleitorado se considera antilulista. A parcela enquadrada como antibolsonarista soma 40% dos entrevistados, enquanto 20% são classificados como “não polarizados”, que não se engajam com nenhum dos grupos.

Do total de entrevistados, 29% são classificados como bolsonaristas convictos, que se identificam como “antilulistas”. Já o grupo denominado “Bolsonaro como alternativa” representa 6% dos entrevistados, que se identificam com o antilulismo e são indiferentes ao antibolsonarismo.

No levantamento, foram 25% os colocados como lulistas convictos, que se identificam com o antibolsonarismo, enquanto 5% formam o grupo “Lula como alternativa”, que se identificam com o antibolsonarismo e são indiferentes ao antilulismo.

A pesquisa ainda aponta para um grupo de 10% do eleitorado que se identifica ao mesmo tempo com o antilulismo e com o antibolsonarismo, o que explica a soma dos percentuais acima ultrapassar os 100%. Houve ainda um grupo de 5% que disse não saber ou não respondeu.

Em comparação com o levantamento anterior, a parcela dos bolsonaristas convictos oscilou positivamente de 25% para 29%, enquanto os lulistas convictos passaram de 23% para 25%. Os eleitores polarizados variaram numericamente para baixo, de 22% para 20%, enquanto os que se consideram anti-Lula e anti-Bolsonaro variaram de 9% para 10%.

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus/BTG, ressaltou o crescimento do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno das eleições como o principal ponto da pesquisa divulgada nesta segunda-feira (3). 

Para ele, os resultados mais recentes são similares aos de abril, antes do vazamento dos áudios entre o parlamentar e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, sobre o filme “Dark Horse”. “O Flávio teve um desgaste na franja. Um desgaste pequeno, mas ele tinha 37% dos votos, abaixou para 33%, oscilou para 34% e agora, aparentemente, ele recupera para esses 37% no primeiro turno”, pontuou em entrevista à CNN Brasil.

Segundo Tokarski, a hipótese para essa recuperação é uma “reaglutinação de parcela do eleitorado”, que tende mais a votar em um candidato bolsonarista e que rejeita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, os vídeos do presidente argentino Javier Milei apoiando Flávio e a gravação feita com inteligência artificial de Jair Bolsonaro ajudaram nesse cenário, fazendo o senador subir quatro pontos percentuais na pesquisa.