ELEIÇÕES


Frota de ônibus do 2º turno em Salvador foi a mesma de 4 de outubro, diz prefeitura

Gestão Bruno Reis (União Brasil) afirma que resolução do TRE-BA não determina a circulação de 100% dos coletivos nos dias de votação; fiscais do Procon-BA contabilizaram 944 veículos parados em nove garagens

Foto: Manu Dias/GOVBA

 

A Prefeitura de Salvador informou que a frota de ônibus disponibilizada no segundo turno da eleição presidencial foi a mesma utilizada na primeira etapa do pleito. Segundo a gestão de Bruno Reis (União Brasil), no dia 4 de outubro a operação ocorreu sem problemas relevantes.

No último domingo (25), eleitores relatam dificuldades para chegar aos locais de votação devido a falta de coletivos nas ruas. Usuários apontam longas esperas e superlotação em bairros como Lobato, Plataforma, Calçada, São Rafael, Mussurunga e Brotas.

Fiscais do Procon-BA contabilizaram 944 veículos parados em nove garagens da cidade. A Semob (Secretaria de Mobilidade) diz que o atraso foi provocado por um adesivaço nos ônibus promovido por sindicalistas apoiadores do presidente Lula (PT).

A escassez gerou uma ampla mobilização voluntária de oferta de carona para quem aguardava o transporte nos pontos.

No mesmo dia, o TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia) determinou a prisão em flagrante do titular da pasta, Pablo Souza, após ação ajuizada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Nesta segunda (26), o pedido foi revogado após recurso da defesa de Souza, que deverá prestar esclarecimentos às autoridades após retornar de uma missão oficial em Paris, na França.

Em nota divulgada nesta terça (24), a administração municipal diz que a programação sobre a quantidade de ônibus disponibilizada nas eleições havia sido definida com antecedência, publicada no Diário Oficial e comunicada ao TRE-BA.

De acordo com o secretário Pablo Souza, a resolução da corte eleitoral não determina a circulação de 100% da frota nos dias de votação, mas estabelece a necessidade de garantir transporte adequado à demanda. Ele afirmou que a operação adotada pela prefeitura também foi semelhante à empregada em eleições anteriores, “levando em consideração as características específicas da movimentação de passageiros nesses dias”.

“A gente adotou a mesma operação que fizemos no primeiro turno, quando tivemos apenas duas reclamações”, diz o secretário.

Importante frisar, ainda, que Salvador foi a capital brasileira com maior redução da abstenção em pontos percentuais. A capital baiana teve queda de 4,37 pontos percentuais, o que representa um aumento de mais de 85 mil eleitores.

O secretário também comparou a operação de Salvador com a de outras capitais brasileiras e com o transporte metropolitano da Bahia, administrado pelo governo estadual. Segundo ele, a utilização de uma frota proporcional à demanda é uma prática comum em diferentes cidades, independentemente da orientação política de seus gestores.

“O que houve de fato novo no segundo turno, diferente do que aconteceu em qualquer outra eleição, foi uma ação sistemática de apoiadores de um determinado candidato. Esses apoiadores fizeram um adesivaço e estavam buscando impedir que os ônibus saíssem sem propaganda eleitoral”, afirmou Pablo Souza.