ELEIÇÕES


Escárnio governador falar em ‘cenário positivo’ 2 dias após jovem ser morta no Imbuí, diz deputado

Jerônimo Rodrigues já havia sido criticado anteriormente por se referir ao assassinato da estudante Brenda Nicole como "prejuízo" para os pais dela

Foto: Divulgação/Alba

 

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) classificou como “escárnio” a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de que considera “positivo” o cenário da segurança pública na Bahia. O petista deu a declaração em entrevista à TV Band na noite de terça-feira (8), dois dias após a morte da estudante de direito Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos.

A jovem foi baleada no rosto durante uma tentativa de assalto no bairro do Imbuí, em Salvador. Ricardo Neri Melo Júnior, de 24 anos, confessou ter atirado na estudante após se apresentar na delegacia acompanhado de quatro advogados.

“É um tapa na cara da sociedade o governador dizer que o cenário da segurança na Bahia é positivo. Isso ultrapassa qualquer limite do bom senso. É um escárnio. Existe uma família aos prantos nesse momento ouvindo o governador defender um mundo paralelo”, afirmou Sandro Régis.

Jerônimo já havia sido criticado após dizer que a morte de Brenda Nicole é um “prejuízo” para os pais dela.

Na entrevista à Band, o candidato petista à reeleição petista disse que sua gestão tem enfrentado o avanço do crime organizado “com muita competência”. Apesar de a Bahia liderar o ranking de mortes violentas do país, Jerônimo citou dados da Secretaria de Segurança Pública que apontam redução de 20,3% no número dessas ocorrências nos primeiros seis meses deste ano.

Para Sandro Régis, o chefe do Executivo estadual demonstra uma “completa desconexão” com a realidade vivida diariamente pelos baianos, principalmente pelas famílias que convivem com o medo da violência diariamente.

“Enquanto o governador tenta construir uma realidade de números e discursos, as famílias estão enterrando seus filhos, pais, mães e irmãos. Não é possível tratar como positivo um cenário em que a população vive com medo de ser a próxima vítima. Chega desse comportamento”, disse.