ELEIÇÕES


Eduardo nega fuga de Flávio e ironiza suspeita: ‘Sim, e Elon Musk mandou um foguete’

Segundo site argentino, o senador e presidenciável derrotado cruzou a fronteira com a Argentina, de onde pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA

Imagem: Reprodução/Redes sociais

 

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro agiu com ironia ao refutar uma reportagem do site argentino Infobae sobre uma possível fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. Segundo a publicação, o senador e presidenciável derrotado cruzou a fronteira com a Argentina, de onde pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.

“Sim. E é o Elon Musk que está mandando um foguete. Óbvio que é mentira. Isso é a esquerda querendo justificar ação contra ele [Flávio]”, escreveu Eduardo, por WhatsApp, à colunista Mariana Sanches, do portal UOL.

Dono da SpaceX e aliado a Donald Trump, Musk é simpático aos Bolsonaros — na segunda (25), o empresário endossou nas redes alegações de fraude eleitoral no Brasil.

Na última sexta (23), Eduardo sugeriu que Flávio deveria deixar o país caso fosse derrotado pelo presidente Lula (PT) na disputa presidencial.

De acordo com a colunista do UOL, a declaração de Eduardo baseou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinando à Polícia Federal que confiscasse os passaportes de Flávio um dia após a eleição — o senador tinha até as 11h desta terça (27) para cumprir a ordem, mas não entregou o documento. O senador do PL afirmou que estava sendo “intimidado” pela PF, que o abordou após uma visita domiciliar ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.

Ele mora nos EUA desde fevereiro de 2025, de onde comandou uma campanha por medidas do governo Trump contra o Brasil que pudessem forçar uma anistia a Bolsonaro. Embora tenha obtido ações de Washington — como tarifaço, restrições a vistos de autoridades e sanção da Lei Global Magnitsky a Moraes —, a estratégia não funcionou e levou o próprio Eduardo à condenação no STF por coação no curso do processo. A família se diz vítima de lawfare e ativismo judicial, e Eduardo se considera um “dissidente político em exílio”.