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‘É caro viver em apartamento’: senador do PL cogita diarista sem garantias com fim da escala 6×1; assista

Apesar das ressalvas, Carlos Portinho votou a favor da PEC em um movimento do partido para evitar que o presidenciável Flávio Bolsonaro perca eleitores no 2º turno

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) mencionou os custos do condomínio de cinco apartamentos onde mora para questionar os impactos da redução da jornada de trabalho pouco antes da aprovação da PEC do fim da escala 6×1, na quarta-feira (14). Ele afirmou que precisa manter um funcionário aos sábados para atender à rotina de coleta de lixo do prédio, mas agora avalia contratar um diarista para cobrir o serviço caso a mudança na escala aumente as despesas.

“É caro viver em apartamento”, justificou Portinho durante a sessão (assista ao vídeo mais abaixo). “Eu vou aumentar a despesa assinando mais uma carteira de trabalho, ainda que por um salário mínimo para trabalhar um dia na semana? Não.

Na sequência, afirmou que a contratação de outro profissional sem as garantias trabalhistas seria uma alternativa para o caso, mas disse reconhecer um modelo de precarização do trabalho.

A fala repercutiu nas redes sociais em meio à discussão sobre os efeitos da proposta para trabalhadores e empregadores.

Apesar das ressalvas sobre os custos, Portinho votou a favor da PEC em um movimento do PL para minimizar desgastes políticos a poucos dias do segundo turno. O texto que reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas obteve 75 votos favoráveis, incluindo o do presidenciável Flávio Bolsonaro, e apenas um contra —do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Eram necessários apoios de 49 dos 81 parlamentares.

Com a aprovação da proposta, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.

Assista ao vídeo

 

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