ELEIÇÕES


Deputado petista diz que corrupção ‘virou marca’ do grupo político de ACM Neto

Afonso Florense cita investigações do MP-BA sobre supostas fraudes em contratos da Prefeitura de Salvador e cobra explicações do ex-prefeito e de aliados sobre denúncias envolvendo recursos públicos

Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

 

O deputado federal Afonso Florence (PT) afirmou que a corrupção “virou marca” do grupo político do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).

O parlamentar usou como argumento as investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre supostas fraudes em contratos públicos com a prefeitura de Salvador durante a gestão de Neto e Bruno Reis (União Brasil).

“Não se trata de episódios isolados. É uma sequência de fatos que compõe um histórico capaz de comprometer a credibilidade de um grupo político que pretende governar a Bahia”, afirma Florence.

“A corrupção virou marca do grupo de ACM Neto, é o que apontam as investigações. Há uma sucessão de denúncias envolvendo aliados muito próximos do ex-prefeito, contratos milionários sob suspeita e graves indícios de desvios de dinheiro público. O povo baiano merece explicações”, disse.

Uma das empresas investigadas pelo MP por fraudes em Salvador, também firmaram contratos com as prefeituras de Jequié e Vitória da Conquista. Ambos municípios são geridos pelo grupo de ACM Neto.

Os contratos com essas cidades, no entanto, não são investigados pelo MP.

Mesmo não havendo investigação com esses acordos, o deputado petista pediu transparência por parte dos líderes da oposição.

“Os baianos têm o direito de saber quem foram os beneficiados pelos desvios que estão sendo investigados pelo Ministério Público e por que há tantas denúncias envolvendo contratos milionários nas sucessivas gestões do grupo de ACM Neto. Honestidade não é favor; é obrigação de todo gestor público para com quem paga impostos”, disse.