ELEIÇÕES


Bruno diz que economia ‘patina’ sob governo Lula e evita culpar Flávio por novo tarifaço

Prefeito de Salvador também cobrou articulação do Planalto para tentar reverter ou reduzir sobretaxa de 25% imposta por Donald Trump

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (16) que a economia do país está “patinando” sob o governo Lula e evitou culpar o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo novo tarifaço imposto por Donald Trump às importações brasileiras. Acusado por adversários de apoiar a medida para prejudicar o petista, Flávio nega interferências.

“Isso mostra que a economia não vai bem. Por quê? Porque o país, ainda mais em um ano que era para estar com as coisas aceleradas, para estar alavancado, não está. Está patinando. A gente está vendo todo mundo reclamando da falta de dinheiro, das dificuldades dos negócios. Tudo isso tem um contexto internacional e o contexto, naturalmente, da gestão atual, com a taxa Selic elevada do jeito que está, desestimula todo mundo que quer empreender”, disse.

Bruno Reis também cobrou uma articulação do Planalto para tentar reverter ou reduzir a nova sobretaxa de 25% — que vai a 35%, se somada aos 10% já em vigor. “Então essas tarifas são muito prejudiciais ao Brasil. Espero que o governo federal tenha capacidade de articulação para minimizar o máximo ou até renegociar essas taxações e impostos.”

“Seja pelos Estados Unidos, seja pela China, qualquer taxação que leve os produtos nossos que são exportados, aumente o custo ainda mais aqui de produção, gera desemprego, quebra negócios. Está horrível essa instabilidade internacional, seja por essas guerras de tarifas, seja pelas guerras existentes, da Ucrânia, e no Irã. Tudo isso é muito ruim para a economia”, afirmou o prefeito.

O prefeito citou a queda nos repasses federais e estaduais aos municípios como reflexo da situação econômica. “Esse mês eu recebi os números da arrecadação da prefeitura. Você vê os impostos municipais performando bem, com ganho real, crescendo acima da inflação do período. Por quê? Porque a economia está aquecida. Aí você vai para os tributos, as transferências correntes da União e do Estado caindo”.

As declarações foram dadas durante uma agenda no Mercado São Miguel, na Baixa dos Sapateiros.