ELEIÇÕES


Cury veta apoio a Lula no 2° turno e impõe condições para aliança com Flávio Bolsonaro

Candidato do Avante cobra explicações sobre o Banco Master e defende reformulações na composição do STF

Fotos: divulgação PL | divulgação Avante

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) descartou a possibilidade de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno nas eleições de 2026. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (10) durante encontro com operadores do mercado financeiro, organizado pelo Banco Genial, em São Paulo.

Cury afirmou que não apoiará o petista “em hipótese alguma”. Sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o postulante admitiu a possibilidade de aliança, mas cobrou explicações sobre a relação do parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o ‘Dark Horse’”, declarou Cury. O candidato também exigiu o registro em cartório do compromisso de cumprimento do plano de governo do senador.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10) mostrou os cenários de segundo turno para 2026. Em disputa direta entre os dois postulantes, Lula soma 43,8% das intenções de voto contra 41,1% de Cury, com 15,2% de brancos, nulos e indecisos.

Nos demais cenários simulados, Flávio Bolsonaro registra 46,4% contra 46,2% de Lula. Romeu Zema (Novo) alcança 46,2% ante 46% do atual presidente, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Lula empatam numericamente com 45,7%.

Em um quinto cenário, Lula acumula 46% perante 33,8% de Renan Santos (Missão). O levantamento aferiu ainda os índices de rejeição dos candidatos, com Lula em 52,5%, Flávio Bolsonaro em 49,6% e Cury com 25,6%.

O Avante, presidido pelo deputado federal Luís Tibé (Avante), mantém alianças estaduais tanto com o PT quanto com o PL. Cury afirmou que os acordos regionais já estavam definidos quando decidiu disputar a eleição.

O candidato defendeu o fim da escala 6×1, auditorias nas contas públicas e mudanças na estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as propostas está a criação de mandatos de oito anos para ministros da Corte.

O modelo sugerido prevê a participação de associações de magistrados e do Ministério Público na escolha dos integrantes do tribunal. O texto exige ainda a ausência de filiação partidária nos cinco anos anteriores à indicação.

Cury declarou-se favorável ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em caso de comprovação de crime em investigações. “Se não der, ele continua. Se der, deve ser impeachmado. Porque nenhum cargo eletivo ou de carreira pública é dele, mas do contribuinte”, afirmou.